África

Justiça moçambicana acusa provisoriamente jornalistas detidos a cobrir ataques armados

A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, norte de Moçambique, deduziu acusação provisória contra dois jornalistas detidos no âmbito da cobertura que faziam à violência armada na província, afirmou o porta-voz da instituição.

“Foi deduzida acusação provisória contra os dois jornalistas, para permitir que sejam clarificados aspetos que ainda não foram apurados”, disse Armando Wilson, citado hoje pela emissora pública Rádio Moçambique.

Armando Wilson não adiantou os crimes de que são acusados os jornalistas, mas a Lusa soube em fevereiro que ambos são indiciados dos crimes de violação do segredo de Estado e instigação pública a um crime.

Amade Abubacar, jornalista da Rádio e Televisão Comunitária de Macomia, foi detido a 05 de janeiro em Macomia, quando fotografava famílias refugiadas na vila oriundas de aldeias atacadas por grupos armados.

Germano Daniel Adriano, também do mesmo órgão de comunicação social, foi detido em 18 de fevereiro, quando cobria igualmente a violência armada que assola aquela região do país.

Distritos recônditos da província de Cabo Delgado, no extremo nordeste do país, a 2.000 quilómetros da capital, têm sido alvo de ataques de grupos desconhecidos desde outubro de 2017.

De acordo com números oficiais, pelo menos 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram desde que a onda de violência começou.

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