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Judiciária investiga incêndio na Luz: Imagens de vigilância ‘culpam’ adeptos do Sporting

incendio_luzInvestigação da Polícia Judiciária (PJ) está em curso. As imagens de vigilância do estádio do Benfica poderão permitir às autoridades identificar os adeptos do Sporting que atearam fogo ao recinto e que foram alimentando as chamas com o arremesso de cadeiras. Público adianta que os prejuízos superam meio milhão de euros. Sporting poderá ter de pagar a fatura e uma multa, por comportamento incorreto dos adeptos.

Os adeptos do Sporting que terão posto fogo a algumas dezenas de cadeiras do Estádio da Luz poderão ser identificados pela PJ, que recolheu elementos de prova, no local, e vai analisar as imagens de vigilância, disponíveis através das diversas câmaras de vídeo colocadas no recinto.

O incêndio deu-se após o final da partida entre Sporting e Benfica, que os encarnados venceram por 1-0. Como medida de precaução, os adeptos visitantes ficaram retidos no espaço que lhes foi reservado para assistirem ao jogo.

Nenhuma imagem disponível demonstra o início do incêndio, nem os seus autores, mas a Polícia Judiciária poderá determinar quem (e de que forma) provocou as chamas no Estádio da Luz. Trata-se de fogo posto, que deverá ter sido alimentado pela utilização de material inflamável, em virtude da dimensão das chamas e da curta localização da área ardida.

Além das cadeiras incendiadas, também a cobertura do Estádio da Luz terá sido afetada, em virtude do calor emanado pelo fogo. Segundo avança o Público, os danos poderão superar o meio milhão de euros, valor que é por regulamento pago pelo clube a quem os adeptos pertencem. Neste caso, o Sporting.

Mas o pagamento das despesas provocadas no Estádio da Luz não será a única fatura a pagar pelos leões, já que o regulamento da Liga de Clubes prevê também uma multa, entre 250 e 2500 euros, por comportamento incorreto dos adeptos. A reincidência pode determinar a coima máxima.

Os adeptos do Sporting terão agido em protesto, por terem perdido grande parte do primeiro tempo, em virtude da revista que a Polícia de Segurança Pública efetuou. Também a polémica durante a semana, com declarações ‘incendiárias, poderá ter funcionado como incentivo a um caso de violência pouco visto.

No entanto, as palavras de protesto dos dirigentes leoninos continuam, mesmo após o jogo. O presidente Godinho Lopes criticou as condições em que colocaram os adeptos, enquanto Paulo Pereira Cristóvão, dirigente do Sporting, acusa o Benfica de não saber receber, falando em “condições pré-históricas”.

O candidato derrotado nas últimas eleições, Bruno de Carvalho, revelou ainda que os adeptos foram tratados “como gado”, relatando episódios como “crianças espezinhadas” e dificuldades em “respirar”, devido à ação da polícia, que deixou a multidão sem espaço. Bruno de Carvalho lamenta ainda as “bastonadas” dos agentes.

Neste momento, decorrem diversos inquéritos, relativamente à ação policial e ao comportamento dos adeptos do Sporting no interior do estádio. A PJ procedeu a três detenções, mas devido à posse de material pirotécnico, ainda antes do início do dérbi.

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