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Jovem com síndrome de Down cria empresa multimilionária

John Cronin, de 22 anos, sofre de síndrome de Down. Há dois anos decidiu criar o seu próprio negócio, na indústria das meias, o que se revelou um sucesso. Este ano, as receitas já ultrapassaram os cinco milhões de euros.

Meias com abacates, preguiças, pinturas de Van-Gogh ou até a cara do primeiro-ministro canadiano. “As meias loucas de Jonh”, na tradução para português, tornaram-se num verdadeiro sucesso, sendo já um negócio multimilionário.

Era o último ano do secundário de John e, como muitos colegas, este havia decidido o que queria fazer.

A condição de que sofre, porém, limitou-lhe as opções.

“Estávamos a perguntar-lhe o que ele queria fazer depois da escola e a ver as opções que existiam. Ele não gostou, e é um facto que existem poucas oportunidades para pessoas com nesta condição. Por isso perguntamos-lhe o que ele queria fazer”, conta o pai à CNBC.

“Quero abrir um negócio com o meu pai, porque eu gosto muito dele”, disse John.

Inicialmente, a ideia ganhou forma através de um sítio na Internet. John e Mark Cronin, o pai, construíram o stock necessário para arrancar: eram 31 modelos diferentes, com preços entre os cinco e os 12 dólares (cerca de 4,40 e 10,50 euros).

A divulgação era feita através de uma página nas redes sociais, onde John falava sobre a sua ideia. Assim que a loja online ficou disponível, receberam 42 encomendas.

Mas John estava destinado a diferenciar a empresa. Em vez de enviar as meias pelo correio, entregava-as porta a porta, se a distância o permitisse.

As meias eram entregues em papel de seda, numa caixa encarnada e sempre com uma nota de agradecimento.

A atenção e atendimento do jovem empreendedor tornaram-se rapidamente um sucesso. No espaço de um mês, as entregas tornaram-se virais nas redes sociais com vídeos e imagens de John.

“Eu batia à porta e as famílias estavam todas à minha espera”, conta.

Foram 452 encomendas num espaço de um mês, numa receita total de 13 mil dólares (cerca de 11 400 euros).

Hoje, “As meias loucas de John” empregam 35 pessoas, 18 das quais com Síndrome de Down ou autismo.

Entre os vários modelos, Mark Cronin explica que aquelas que se destinam à caridade ou consciencialização de causas são as que têm mais sucesso. Dois dólares (1,75 euros) de cada venda desses pares revertem para os parceiros sociais da empresa. Além disso, cinco por cento das vendas totais são doadas às Olimpíadas Especiais.

Em apenas dois anos, o negócio de John explodiu.

Na sua carteira de clientes tem nomes como Eva Longoria ou George W. Bush, pessoas que contribuíram para a receita de seis milhões de dólares (5,3 milhões de euros) do último ano.

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