Motociclismo

Johann Zarco justifica porque tem sido batido por Miguel Oliveira

Johann Zarco apontou as razões para que Miguel Oliveira tenha conseguido melhores resultados do que ele na presente temporada de MotoGP.

Um dos motivos apontados pelo francês da KTM é o facto do piloto português que o substituiu na equipa Tech3 ter sido mais paciente na sua adaptação à RC16.

Zarco, contrariamente a Oliveira, possui mais experiência do que o estreante luso, mas não se mostrou preparado para uma KTM que parece ter criado uma moto à imagem do espanhol Pol Espargaro, que estava na marca austríaco há dois anos e que tem obtido os melhores resultados aos comandos da RC16.

Antes de saber que não cumpriria uma segunda época com a KTM o francês admitiu que a abordagem de Miguel Oliveira foi mais benéfica para o piloto de Almada do que para si, e isso acabou por se traduzir em melhores resultados.

“Sei o que ele está a fazer e o que conseguiu, já que muitas corridas traduzem trabalho constante e ele tem feito isso muito bem. Mentalmente está fresco para se adaptar a esta moto e é por isso que está melhor do que eu nas últimas corridas”, começar por justificar Johann Zarco.

O gaulês titular da KTM # 5 conhece bem a equipa Tech3 e diz que parte do desempenho de Miguel Oliveira tem a ver com o relacionamento que tem com o ‘staff’ da equipa: “Fala muito com o seu mecânico chefe, o Guy (Coulon). Eles tentam manter uma moto constante de modo a ter tempo para se adaptar a ela. Isso foi o que não fiz, porque estamos sempre a tentar ir em frente, mudando as coisas de modo a descobrir coisas novas. Quase que não é o mesmo trabalho. Neste momento o trabalho dele está a aproveitar-se do que fazemos na nossa equipa”.

Mas há outras razões para Miguel Oliveira estar a ser melhor do que Johann Zarco, sendo que o diretor técnico da KTM já apontou as qualidades e o talento do piloto português para o tipo de performances que vem conseguindo na RC16 # 88.

“O Miguel começou como uma folha de papel em branco quando se iniciou no MotoGP, por isso foi muito aberto desde o começo”, refere Sebastian Risse, apontando: “Ele absorveu o melhor de todos os estilos de pilotagem de outros pilotos e procura evoluir. Esta é uma boa confirmação e estreia”.

E de facto a performance do piloto de Almada tem evidenciado a sua evolução, já que nas 11 primeiras corridas da temporada terminou nos pontos em nove delas. Na Áustria os testes prévios tiveram um impacto grande.

“Quando aqui cheguei não sabia realmente o que esperar. Por isso o objetivo era terminar nos pontos todas as corridas. Conseguimos fazer a maioria das provas da primeira metade da época em bom plano. Agora na segunda metade esse ainda é o objetivo, a menos que tenhamos uma moto capaz de fazer mais”, considerou Oliveira.

Na última prova, na República Checa, as coisas também correram como esperava e obteve o seu melhor resultado desde que chegou ao MotoGP: “Pensei que seria possível pelo top dez e foi o que fizemos. Agora temos de esperar e ver o que vai acontecer na próxima corrida. Brno e Red Bull também era diferentes do habitual para nós, porque testamos antes nelas. Isso nos ajudou a perceber qual o caminho a seguir”.

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