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João Ferreira lamenta “embrulhos bonitos” de PS e UE e recebe elogios de Jerónimo

O cabeça de lista europeu da CDU criticou quarta-feira os “embrulhos bonitos” de PS e da União Europeia (UE) com “conteúdo amargo” ou “armadilhados”, em diversas áreas, e recolheu elogios do secretário-geral do PCP, num comício noturno em Alpiarça.

“Ao contrário de outros, nunca enganámos ninguém, com embrulhos muito bonitos que escondiam e escondem conteúdos muito amargos. É o caso do chamado pilar social da UE, que o PS adotou e agora lhe chama um novo contrato social” e “traz exatamente o contrário” do que é necessário, que seria “diminuição da idade da reforma”, “redução do horário de trabalho”, “combate à precariedade”, “valorização de pensões e Segurança Social”, “melhoria da proteção na maternidade e paternidade”, afirmou João Ferreira.

Outro exemplo de “bonitos embrulhos de conteúdo amargo” adiantado pelo eurodeputado relacionou-se com “setores estratégicos da economia, como a banca”, revelando-se farto “de notícias das promiscuidades, de grandes magnatas e capitalistas e sucessivos governos e instituições da União Europeia”.

“Estamos todos fartos de ver como durões barrosos e marias luísas albuquerques deste mundo circulam alegremente entre cargos políticos e os negócios, as administrações financeiras. Também aqui tem havido alguns bonitos embrulhos bem armadilhados. Um deles é aquilo a que a UE chamou pomposamente a união bancária. Diziam que ia servir para responsabilizar os bancos e fazer com que não tivessem de ser os contribuintes a pagar os desmandos. Está hoje demonstrado, era falso, camaradas”, condenou.

Segundo João Ferreira, a união bancária “tem servido para impor privatização e controlo supranacional do sistema bancário” e “tem sido o crime quase perfeito”, tratando-se “de uma autêntica banha da cobra”.

“Temos travado um combate constante pela seriedade, rigor, acima de tudo pela verdade. Não tenham dúvidas de que será assim até ao fim. Não aceitamos o ?vale tudo’ da superficialidade e do ilusionismo daqueles que, tendo estado juntos no Parlamento Europeu em todas as decisões relevantes lá tomadas, agora vêm para cá fazer de conta que têm grandes diferenças”, disse, referindo-se ao andamento da campanha eleitoral

Intervindo no final do comício, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, enalteceu a “indiscutível capacidade, seriedade e qualidade dos eleitos e candidatos” da CDU, como João Ferreira.

“Todos incluindo quem ainda não nos apoia reconhecem que João Ferreira é o candidato mais bem preparado, que sabe do que fala, que conhece o pulsar da vida deste país e deste povo. É esse reconhecimento que está a determinar que mais e mais eleitores se estejam a decidir pela CDU, a juntar-se à CDU”, afirmou.

Para o líder comunista, “a CDU está a crescer e afirma-se de forma crescente como a grande força que faz a diferença no pantanoso consenso comunitário das políticas de direita e da social-democracia, onde convivem PS, PSD e CDS com consequências para Portugal”.

“A CDU é a grande força que se bate por uma efetiva rutura com a União Europeia do grande capital e por outra Europa, dos trabalhadores e dos povos em que seja salvaguardada a soberania a independência e soberania nacionais”, continuou.

Jerónimo de Sousa declarou que, “no decorrer desta campanha ficou claro que PS, PSD e CDS não têm outra solução para o país se não seguir o mando do diretório do Partido Popular Europeu, onde estão PSD e CDS, e do Partido Socialista Europeu, onde está o PS, e que concertam em comum ao serviço das transnacionais, ao serviço do grande negócio e da finança”.

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