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Jerónimo recusa generalizações sobre bairro da Jamaica, Costa pede cabeça fria

O secretário-geral do PCP rejeitou hoje quaisquer generalizações sobre vandalismo ou más práticas policiais, referindo-se à violência e confrontos com origem no bairro da Jamaica (vale de Chícharos, Seixal) e consequentes manifestações populares.

Jerónimo de Sousa dirigia-se ao primeiro-ministro, no debate quinzenal no parlamento, defendendo também melhores condições humanas e materiais para as forças e serviços de segurança.

“Aquilo que temos de fazer é intensificar as medidas de combate à pobreza, à exclusão social e reforçar a coesão social. É absolutamente essencial mantermos todos serenidade, cabeça fria e elevada responsabilidade. Uma andorinha não faz a primavera e não é um comportamento de incivilidade que permite classificar toda uma comunidade. Não é a violência de um agente policial que permite afetar o prestigio, honra, admiração, respeito e confiança que temos de ter nas forças de segurança, PSP e GNR”, disse António Costa.

O chefe do Governo prometeu “continuar a fazer” o que está a ser levado a cabo: realojamento de famílias naquele e noutros bairros, reforço de homens, meios, equipamentos e instalações das forças de segurança, assim como o combate ao racismo e à xenofobia.

“O PCP não alimentará correntes de generalização que aproveitam ações e comportamentos individuais para promover sentimentos racistas e xenófobos contra comunidades de cidadãos cujos direitos devem ser respeitados, sem discriminações. Recusamos igualmente alimentar outras correntes de generalização que aproveitam situações de uso da força por parte das forças de segurança para lançar sobre todos os profissionais rótulos injustos que não merecem”, afirmara o líder comunista.

Para Jerónimo de Sousa, “a denúncia da violência policial deve ser cabalmente investigada. Situações de violência arbitrária ou injustificada, outras práticas inaceitáveis, devem ser prevenidas, combatidas e eliminadas, mas não devem ser instrumentalizadas”.

O secretário-geral do PCP questionara ainda o primeiro-ministro sobre a demora no pagamento dos novos valores para o abono de família.

“Neste momento, a situação que temos é de tramitação administrativa, que vai permitir a liquidação durante mês de fevereiro do novo abono de família, o seu pagamento em março, com retroativos a janeiro”, assegurou António Costa.

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