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Jerónimo acusa Costa de “agitar instabilidade” para pedir “maioria absoluta sem falar nela”

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o seu homólogo socialista e primeiro-ministro, António Costa, de “agitar o espantalho do perigo da instabilidade” para pedir “maioria absoluta sem falar nela”, num comício noturno, em Faro.

“A CDU foi sempre a força da estabilidade dos direitos de quem trabalha, dos serviços públicos, das funções sociais do Estado. Venha agora o PS agitar o espantalho do perigo da instabilidade para reclamar a maioria absoluta sem falar nela, que nós perguntaremos, ‘estabilidade para quem?’ De cada vez que o PS teve as mãos livres, a vida dos trabalhadores sofreu mais instabilidade e incertezas”, afirmou.

O secretário-geral do PCP voltou a alertar para o risco “de se andar para trás, se o PS tiver as mãos livres para retomar a política que sempre executou”.

“Foi a iniciativa e a força da CDU, que impediu que o PS tivesse as mãos livres para prosseguir a política de direita, dos cortes e do retrocesso, a mando da ‘troika’ estrangeira”, defendeu, relembrando que foram comunistas e ecologistas quem “não hesitou, nas anteriores eleições, quando outros davam a batalha por perdida, e felicitavam já o PSD e o CDS ou baixavam os braços, e apontou o caminho que permitiu abrir uma nova fase da vida política nacional”.

“Foi uma opção clara, que visava em primeiro lugar afastar o PSD e o CDS do Governo, correspondendo à vontade expressa pelo povo português e travar e reverter a sua política de retrocesso e criar as condições para dar respostas aos problemas do povo português”, justificou.

Jerónimo de Sousa rejeitou ainda o rótulo de partido ou força política de mero protesto, sem iniciativas próprias.

“É por isso que aqueles que diziam que o PCP e a CDU só serviam para protestar, que não contribuíam com propostas e projetos são os mesmos que hoje não nos perdoam o papel que tivemos nesta nova fase da vida política nacional. Não perdoam cada avanço, cada conquista, cada benefício alcançado, por nossa iniciativa, pela nossa proposta, pela nossa persistência, para os trabalhadores e para o povo”, disse.

O líder comunista concluiu o discurso que encerrou o comício, numa bem amena noite algarvia de final de setembro, com novo apelo à adesão e votação na CDU a 06 de outubro.

“Vamos para esta última semana de campanha, em todo o país, com toda confiança. Vamos disputar voto a voto, eleitor a eleitor, até dia 06 de outubro. Vamos construir um grande resultado da CDU. Está nas mãos de cada um escolher. Essa é uma responsabilidade que não pode ser deixada para outros. Cada um deve usar o seu voto para defender os seus direitos, dando mais força e elegendo mais deputados da CDU”, desejou.

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