Insólito

Japoneses criam máquina de beijos pela Internet

Beijar alguém que está do outro lado do mundo será possível. Basta uma ligação à Internet e uma máquina, que grava os movimentos da língua e cria um código. Do outro lado do mundo, com um dispositivo idêntico, o destinatário recebe o beijo. A invenção é japonesa e promete quebrar todas as barreiras do amor.

Primeiro foi a voz, depois a imagem e agora chegam as sensações. A transmissão de ‘dados’ perdeu os limites. Graças a uma invenção japonesa, é possível beijar à distância, com recurso a um mecanismo que recebe e recria informação. O beijo que o emissor produz é fielmente reproduzido num dispositivo idêntico, junto do recetor.

Trata-se de um projeto de investigação levado a cabo pelo Laboratório Kajimoto, parte integrante da Universidade Japonesa de Comunicações Eletrónicas. E se o caminho a percorrer ainda é longo, certo é que os primeiros resultados estão a provocar… sensações.

Em teoria, o processo é simples: colocar informação numa máquina, para que esta a retransmita. Na prática, tem a particularidade de entrar no campo dos afetos. Mais do que mensagens – de voz ou escritas –, mais do que imagens, enviam-se beijos, resultantes dos movimentos de uma língua carinhosa.

Os responsáveis pelo projeto pretendem agora dotar as máquinas de mais sentimento, para que o destinatário não sinta que está a beijar um dispositivo, ou que está a ser alvo da ‘entrega’ de um código, frio, desprovido de amor. Resta trabalhar o sabor, o cheiro e a textura da língua. E resta encontrar um modo de materializar o amor.

A missão será difícil, mas a verdade é que nunca ninguém esteve tão perto dessa tarefa. Imagine-se que ‘do outro lado’ está um fã, um cantor ou um futebolista. Imagine-se que está um ator, ou alguém de outra área artística. Vai ser banalizado o beijo? Vai ser reinventado? Os japoneses abriram as portas do coração e agora… faltam limites.

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