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IURD fez adoções ilegais, insiste jornalista da TVI

Horas depois de um dos visados ter apresentado queixa-crime contra Alexandra Borges, a jornalista da TVI repetiu os argumentos que, no seu entender, provam que houve adoções ilegais por parte da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Ficou ontem a saber-se que Filipe Cardoso, que segundo a reportagem foi retirado à mãe biológica e adotado por Cristiane Cardoso (filha de Edir Macedo, bispo da IURD), apresentou uma queixa-crime no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

“O meu trabalho fala por mim”, reagiu, então, a jornalista, em declarações à agência Lusa.

À noite, Alexandra Borges foi ao noticiário da TVI reiterar os vários argumentos da reportagem ‘O segredo dos deuses’.

“A questão não é que a adoção não tenha sido decretada por um tribunal, a questão é com base em que manipulação, em que falsidade, em que documentos”, salientou.

“Tudo isto é transversal às adoções que temos visto aqui e por isso mesmo é que falamos em adoções ilegais”, insistiu.

“O facto de ter sido decretada por um tribunal não significa que não seja ilegal, se esse juiz foi enganado, se as pessoas da justiça foram enganadas”, reforçou Alexandra Borges.

José Alberto Carvalho deu então uma ajuda: “É ilegal tudo o que leva à decisão legal do juiz, isso não transforma as ilegalidades, mas branqueia-as”.

Alexandra Borges voltou então à carga, agora apontando o dedo ao provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“O que acho estranho é que o provedor tenha dito aos jornais e até ao Parlamento, que é mais preocupante, qualquer coisa como ‘não há irregularidades nestas adoções’ sem a Santa Casa ter ouvido as técnicas que assinam os documentos”, argumentou.

Para a jornalista, a dúvida permanece: “Será que querem mesmo investigar isto?”

A IURD sempre refutou as acusações de rapto e de um esquema de adoção ilegal e acusa a TVI de “uma campanha difamatória e mentirosa”.

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