Economia

INE deve confirmar hoje crescimento económico de 2,3 por cento no segundo trimestre

O Instituto Nacional de Estatística (INE) deve confirmar hoje que a economia portuguesa acelerou no segundo trimestre, com uma subida de 2,3 por cento face ao mesmo período do ano anterior e de 0,5 por cento em cadeia.

O INE divulga hoje o destaque das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao segundo trimestre deste ano, depois de ter revelado, na estimativa rápida publicada em 14 de agosto, que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3 por cento em termos homólogos e 0,5 por cento comparando com o trimestre anterior.

A confirmarem-se estes valores, o crescimento da economia no segundo trimestre ficará acima dos aumentos de 2,1 por cento em termos homólogos e 0,4 por cento em cadeia registados no primeiro trimestre do ano.

De acordo com a estimativa rápida, face ao período homólogo de 2017, a procura interna registou um contributo “mais positivo”, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o investimento apresentou um crescimento “menos acentuado”, explicado em “larga medida” pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em material de transporte.

A procura externa líquida apresentou um contributo negativo idêntico ao observado no trimestre anterior.

Para o crescimento do PIB em relação ao primeiro trimestre de 2018, o contributo da procura externa líquida foi “ligeiramente menos negativo”, refletindo a aceleração das exportações de bens e serviços superior à das importações de bens e serviços.

Por sua vez, o contributo positivo da procura interna manteve-se no segundo trimestre.

Os valores divulgados na estimativa rápida ficaram abaixo das previsões dos analistas e grupos económicos recolhidas pela Lusa, que apontavam para uma aceleração mais acentuada no segundo trimestre, ao estimarem que o PIB crescesse entre 0,6 por cento e 0,8 por cento em cadeia e entre 2,4 por cento e 2,6 por cento em termos homólogos.

Para o conjunto de 2018, o Governo estima que a economia cresça 2,3 por cento, de acordo com o Programa de Estabilidade, contra 2,7 por cento em 2017.

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