Nas Notícias

Independente favorável à pena de morte Kais Saied lidera presidenciais da Tunísia

O académico independente Kais Saied, favorável à pena de morte e contra a homossexualidade, lidera a primeira volta das eleições presidenciais na Tunísia, com 19 por cento dos votos, segundo resultados preliminares anunciados hoje pela autoridade eleitoral do país (Isie).

Contados mais de um quarto dos votos, Saied apresenta-se à frente do empresário da comunicação social Nabil Karoui, atualmente em prisão preventiva por um alegado crime de corrupção, e que recolhe 14,9 por cento dos votos.

Atrás de Karoui, mas sem grande distância, encontra-se o candidato do partido islâmico Ennahdha, Abdelfattah Mourou, com 13,1 por cento dos votos, refere a Isie.

A primeira volta das presidenciais antecipadas da Tunísia decorreu no domingo e, segundo o chefe da equipa de observadores da União Europeia, Fábio Castaldo, decorreram em clima de normalidade.

Inicialmente previsto para 17 de novembro, o escrutínio foi antecipado após a morte do Presidente Béji Caid Essebsi, em 25 de julho.

Nas vésperas do escrutínio permanecia a incerteza e todos os cenários estavam em aberto devido à forte indecisão do eleitorado.

Entre os candidatos, e para além atual primeiro-ministro, Youssef Chahed, 43 anos, dois já foram primeiros-ministros e oito, incluindo o chefe do Governo, membros ou próximos do partido Nidaa Tounes, vencedor das legislativas em 2014, atualmente em desagregação, sem apresentar candidato e limitando-se a apoiar o ministro da Defesa, Abdelkarim Zbidi.

Duas mulheres estão também entre os candidatos, a advogada anti-islamita Abir Moussi que reivindica a herança do antigo regime do ditador Zine el Abidine Ben Ali e é defensora de um Estado “forte”, e uma antiga ministra, Salma Elloumi.

A instância eleitoral do país (Isie) proibiu a divulgação de sondagens, mas alguns estudos apontaram o controverso magnata dos media Nabil Karoui, na prisão desde 23 de agosto após uma tentativa falhada de o afastar da corrida através da alteração da lei eleitoral, como favorito.

Uma eventual segunda volta será realizada a 13 ou 20 de outubro.

0Shares

Mais partilhadas da semana

Subir