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Impasse no julgamento: Gonçalo Amaral está sem advogado, McCann querem solução

goncalo amaral A audiência de hoje, na qual Gonçalo Amaral iria responder por difamação, está num impasse. O arguido Gonçalo Amaral, ex-inspetor da PJ, revogou a procuração do advogado, não tendo defensor. Um expediente criticado pelo casal McCann, que veio de propósito desde Inglaterra.

Gonçalo Amaral não tem defesa. Na manhã em que iria a tribunal responder por difamação, o antigo inspetor da Polícia Judiciária entregou uma revogação da procuração do advogado, na 1.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa.

Sem defensor, o arguido não pode ser julgado, neste caso, no processo de difamação interposto pelo casal McCann.

Uma fonte do tribunal, citada sem identificação pela Lusa, adiantou que a juíza estará a estudar se o processo deverá prosseguir ou ser adiado.

A advogada de Kate e Gerry McCann, Isabel Duarte, tem pressionado o tribunal a optar por uma solução que permita a realização do julgamento, lembrando que o casal McCann teve de deslocar-se desde Inglaterra para poder estar presente na sessão de hoje.

Com este expediente jurídico, Gonçalo Amaral conseguiu evitar que o julgamento tenha começado durante a manhã de hoje.

O ex-coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, que à data defendia um alegado envolvimento de Kate e Gerry McCann no desaparecimento da criança e na ocultação de cadáver, foi acusado de difamação pelos pais da menina, que exigem uma indemnização de 1,2 milhões de euros.

As audiências encontravam-se suspensas desde que, em outubro do ano passado, surgiu a possibilidade dos pais de Madeleine McCann chegarem a um acordo extrajudicial com Gonçalo Amaral.

Tal acordo não foi possível e o julgamento devia ter sido retomado pelas 9h30 de hoje.

O casal McCann avançou com o processo por entender que o ex-inspetor violou direitos, liberdades e garantias da família.

Depois de já ter pedido o arresto de bens do arguido, como medida cautelar, Kate e Gerry pretendem agora uma indemnização de 1,2 milhões de euros.

No livro ‘Maddie: A Verdade da Mentira’, Gonçalo Amaral sustenta que houve um alegado envolvimento de Kate e Gerry McCann no desaparecimento da criança, a 3 de maio de 2007, num aldeamento turístico na Praia da Luz, com ocultação de cadáver.

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