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Igreja proíbe homem de ser padrinho por ser homossexual. Goucha indignado

Um telespectador ligou para o programa de Manuel Luís Goucha a queixar-se de estar a ser impedido de ser padrinho de batismo de uma criança, uma vez que não é crismado… por viver numa relação homossexual. O apresentador da TVI mostrou-se indignado. “Para se ser gay é preciso ser-se muito homem”, disse Goucha. Veja o momento no vídeo.

Natural de Alter do Chão, distrito de Portalegre, mas a residir em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, João Pousadas, assim se apresentou, queixou-se de estar a ser impedido de ser padrinho de batismo de uma criança por não ser crismado, uma vez que está casado com alguém do mesmo sexo.

Mal ouviu o motivo da queixa do telespectador, Manuel Luís Goucha, que também é casado com um homem, no caso Rui Goucha Oliveira, mostrou-se indignado.

“Acho isso uma vergonha. Eu não posso resolver mas está-me a dar conta para eu esta grande injustiça”, disse, desde logo, Manuel Luís Goucha, que assumiu não ter qualquer relação com a igreja.

“Gosto de entrar nas igrejas mas meramente pela arte sacra.”

Manuel Luís Goucha salientou ainda que esta atitude da igreja, de acordo com a denúncia do telespectador, vai “contra os ensinamentos do Papa Francisco”.

Visivelmente incomodado, Goucha foi mexendo na caneta que segurava na mão em sinal de inquietação ao ouvir o desabafo do telespectador.

O apresentador mostrou-se, de resto, disponível para receber o telespectador em estúdio e debater este tema com pessoas ligadas à igreja.

“É claro que isto não é um argumento mas, certamente, é um homem muito mais honrado e honesto que muitos padres que nós conhecemos”, salientou Goucha.

Antes de terminar, o apresentador lembrou um frase que ficou célebre depois de ter sido dita por ele.

“Para se ser gay é preciso ser-se muito homem”, disse Goucha.

Veja o momento no vídeo

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