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Hong Kong: Movimento pró-democracia forma cordão humano 30 anos depois de “Cadeia Báltica”

Milhares de manifestantes formaram hoje um cordão humano que serpenteou através de Hong Kong, exatamente 30 anos depois de os países bálticos terem organizado uma fila de pessoas para recuperar a sua independência, a célebre “Cadeia Báltica”.

Junto aos arranha-céus e nos bairros comerciais da baía de Hong Kong, milhares de manifestantes deram as mãos em mais um protesto contra o governo pró-Pequim e gritaram “Libertem Hong Kong”.

Os três países bálticos, hoje membros da União Europeia – Estónia, Letónia e Lituânia – assinalam hoje o 30.º aniversário do que foi uma das maiores manifestações antissoviéticas, com mais de um milhão de pessoas de mãos dadas, formando um cordão humanos com mais de 600 quilómetros.

A cadeia humana de Hong Kong é a última iniciativa do movimento pró-democracia em perto de três de protestos que conduziram a ex-colónia britânica a uma crise política sem precedentes.

Desencadeada em junho contra um projeto de lei autorizando as extradições para a China, a mobilização foi crescendo e as reivindicações aumentaram.

“Tentámos as marchas tradicionais, tentámos atos mais militantes – embora não esteja de acordo com eles – desta vez damos as mãos para mostrar que continuamos unidos”, declarou uma manifestante, Wing, à agência France Presse.

Três décadas depois, a comovente imagem do cordão humano de 1989 continua a inspirar os ativistas em todo o mundo.

“Ao fazê-lo, mostramos às pessoas em todo o mundo a alta qualidade da gente de Hong Kong (…) o que fizeram há 30 anos, nós também o podemos fazer”, explicou Cat Law, funcionária de logística com cerca de 60 anos.

A ideia da “Cadeia de Hong Kong” foi lançada pelos manifestantes mais ativos nas redes sociais, que têm recorrido a táticas não violentas para se fazerem ouvir.

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