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Homicida de Grilo apanhado duas vezes em casa do triatleta durante as buscas

António Joaquim, o alegado homicida de Luís Grilo – que terá um caso amoroso com Rosa –, foi apanhado duas vezes em casa do triatleta, já depois do desaparecimento. Júlia Grilo, irmã da vítima, revela que o viu, estranhou, “ficou de pé atrás”, mas relativizou. “Bati à porta e estava lá ele outra vez, com o meu neto. E ela estava na cozinha. Aí já fiquei de pé atrás, mas nunca pensei que ela pudesse fazer uma coisa destas”, revela, em declarações à SIC.

A SIC fez uma reportagem no interior da casa onde Luís Grilo morava. A irmã do triatleta assassinado, com um tiro na cabeça, abriu as portas da moradia e mostrou alguns dos locais onde os investigadores recolheram provas do crime.

Sem mostrar o rosto, Júlia Grilo – que chegou a afirmar que punha as mãos no fogo pela cunhada – conta que António Joaquim, o oficial de justiça de 42 anos, com quem Rosa teria uma relação extraconjugal, foi-lhe apresentado como alguém que seria “pai de um amiguinho do meu neto”.

E era recorrente estar em casa do triatleta, numa altura em que decorriam as buscas.

“Não trazia o filho e estava com o meu neto no computador”, revela a irmã, em declarações à SIC.

“Achei estranho, mas depois pensei ‘eles têm tantos amigos…’. Pensei que ele fosse mais um dos amigos que andaram nas buscas e que eram impecáveis”.

Apesar da estranheza, Júlia Grilo desvalorizou aquela presença.

Porém, “uns dias depois”, numa altura em que Júlia se preocupava em dar apoio à cunhada, voltou a encontrar o suspeito em casa de Rosa e Luís.

“Bati à porta e estava lá ele outra vez, com o meu neto. E ela estava na cozinha. Aí já fiquei de pé atrás, mas nunca pensei que ela pudesse fazer uma coisa destas”, diz.

Numa declaração emocionada, Júlia ainda mantém esperança de que tudo não passe de uma mentira.

“Ainda estou a digerir… Ainda tenho esperança de que ela me diga que é mentira. Vamos ver, porque eu gosto muito da Rosa… Nunca pensei que ela pudesse fazer uma coisa destas”, afirma, em lágrimas.

O crime foi praticado no dia 15 de julho em coautoria, com Rosa Grilo e o oficial de justiça, segundo a Polícia Judiciária.

O local do homicídio terá sido a residência do casal.

“A investigação apurou que os factos terão ocorrido no passado dia 15 de julho, tendo a vítima sido atingida por um disparo de arma de fogo na caixa craniana, o qual lhe terá provocado a morte”, adiantou a PJ.

Os detidos serão presentes, nesta sexta-feira, a primeiro interrogatório judicial, no qual serão sujeitos à aplicação das medidas de coação processual adequadas.

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