Ciência

Homens contra mulheres: Guerra do ar condicionado tem explicação científica

Com a onda de calor a ‘atacar’ Portugal, a guerra pelo controlo da temperatura dos escritórios aquece ainda mais a disputa entre homens e mulheres. Mas há uma explicação científica para o fenómeno.

Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que existe uma diferença de género no conceito de ‘temperatura ambiente’.

De acordo com o trabalho de Boris Kingma e Wouter van Marken Lichtenbelt, as mulheres sentem o frio mais acentuada e rapidamente do que os homens.

E é nos escritórios com ar condicionado que este efeito se torna mais relevante.

De acordo com o estudo, as mulheres preferem uma temperatura 2,5 graus acima do ideal para os homens.

No entanto, os padrões de climatização foram definidos em função de um homem de 40 anos com 70 quilos de peso.

Isto significa que, por regra, o ar condicionado dos escritórios é regulado para os 22 graus, uma temperatura mais ao agrado dos homens.

As mulheres, no entanto, preferiam uma temperatura ambiente de 24 ou 25 graus.

Esta guerra pelo controlo do ar condicionado é ainda agravada pela questão do vestuário.

A ‘tradição’ dita que o homem trabalha de camisa e gravata, o que em tempo de calor leva a que pretendam baixar a temperatura do ar condicionado.

Já as mulheres, que podem utilizar um vestuário mais fresco, defendem o contrário: está frio no escritório.

Esta batalha da guerra dos sexos até pode parecer brincadeira, mas… tem custos bem reais.

Uma análise economicista do problema revela que os escritórios estão refrigerados a mais, o que implica um maior consumo de energia e mais emissão de dióxido de carbono.

Se não for possível chegar a um compromisso (uma temperatura de 23 graus?), resta um truque manhoso a cada um dos sexos: o primeiro a chegar ao escritório, seja homem ou mulher, escolhe a temperatura e ‘perde acidentalmente’ o comando do ar condicionado.

No dia seguinte, logo se verá…

2Shares

Mais partilhadas da semana

Subir