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Henrique Chaves ‘vinga’ azar da véspera com triunfo em Monza

Henrique Chaves alcançou hoje finalmente a tão ambicionada primeira vitória no Internacional GT Open, impondo-se na derradeira corrida da temporada em Monza.

Depois do acidente protagonizado na véspera pelo seu parceiro Martin Kodric, o piloto português pôde celebrar a vitória no final da prova, depois do croata cortar a meta na primeira posição.

Largando da segunda posição da grelha Chaves tinha uma clara ambição de finalmente ‘quebrar o engiço’. Fez um excelente primeiro turno de condução, de modo a entregar o McLaren azul e branco ao seu companheiro de equipa na frente da corrida, ainda que no começo fosse o ‘pole-position’ Mikael Grenler a levar a melhor, com Allan Khodair a segui-lo.

Depois, na segunda metade Kodric manteve o 750S GT3 # 59, na frente de Saravia, que acabaria por dar a Teo Martín uma ‘dobradinha’, sendo que o quarto lugar de Albert Costa foi suficiente para lhe dar a ele e a Giacomo Altoé o título.

“Durante o meu turno tinha pneus usados, o que não me permitia atacar, mas o objetivo era manter-me próximo dos meus adversários para que pudéssemos ascender ao comando nas paragens para troca de pilotos”, explicou Henrique Chaves após a corrida.

O piloto de Torres Vedras enfatiza: “A estratégia correu na perfeição e o Martin ficou em primeiro, levando o carro até ao triunfo sem problemas. É uma vitória que já perseguíamos há bastante tempo e hoje tudo correu na perfeição“.

Chaves e Kodric terminam o campeonato no terceiro lugar do Campeonato de Pilotos, com os mesmo pontos dos segundos classificados. Um resultado muito positivo, uma vez que o português se estreou este ano no exigente mundo dos GT3.

“Foi uma boa forma de terminar o campeonato. Ao longo do ano, mostrámos ser competitivos estivemos na luta pelo título até ao último fim-de-semana” considerou o piloto torreense, que faz um balanço positivo da época: “Penso que, para a minha estreia na categoria, foi muito positivo e ajuda-me a promover a minha carreira num mundo que é muito competitivo. Quero também agradecer à Teo Martín Motorsport pelo seu profissionalismo e apoio ao longo de toda a época“,

Já Miguel Ramos partiu apenas de 11º no Mercedes AMG GT3 # 10 da SPS da Automotive Performance, mas nem ele nem Fabrizio Crestani foram capazes de repetir a façanha da véspera e terminariam a prova no 10º posto, numa corrida que António Coimbra e Luís Silva não concluira, no Mercedes AMG GT3 da Sports & You.

Classificação
1º Kodric/Chaves (McLaren) 1h02m35,793s
2º Rueda/Saravia (McLaren) + 8,621s
3º Siedler/Grenler (Lamborghini) + 8,821s
4º Costa/Altoé (Lamborghini) + 15,486s
5º Spinelli/Agostini (Mercedes) + 18,953s
6º Hahn/Khodair (McLaren) + 27,931s
7º Wilkinson/Turner (Aston Martin) + 36,791s
8º Pierburg/Onslow-Cole (Aston Martin) + 36,792s
9º Cameron/Griffin (Ferrari) + 53,055s
10º Ramos/Crestani (Mercedes) + 54,411s

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