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“Há poderes muito fortes no país que não querem o Rui Pinto em liberdade”, diz Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares afirmou que o projeto de lei  da ministra da Justiça para a libertação de alguns presos, no âmbito das medidas contra a pandemia de covid-19, foi “desenhada à medida” para manter Rui Pinto em prisão preventiva.

“Isto foi desenhado à medida para que Rui Pinto continue em prisão preventiva, o que é particularmente chocante quando os três inspetores do SEF que estão suspeitos de homicídio, cometido no aerporto em circunstâncias bárbaras, foram postos em prisão domiciliária invocando a juíza o perigo de apanharem covid-19 na prisão”, frisou o jornalista, na TVI24.

Esta “lista dos presos a soltar” foi “a prova dos nove” de que há interesses obscuros em privar o denunciante do Luanda Leaks e do Football Leaks da liberdade.

“Eu desconfio que o Rui Pinto só sairá em liberdade quando entregar as oito disquetes desclassificadas à polícia. Há poderes muito fortes no país que não querem que o Rui Pinto saia cá para fora”, insistiu Miguel Sousa Tavares.

O jornalista salientou também que o prazo da prisão preventiva de Rui Pinto já é superior ao “prazo mínimo da pena que lhe caberia se fosse condenado em julgamento”.

O hacker, de 30 anos, está em prisão preventiva desde 22 de março de 2019.

Em setembro de 2019, o Ministério Público acusou Rui Pinto de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão, por aceder aos sistemas informáticos do Sporting, da Doyen, da sociedade de advogados PLMJ, da Federação Portuguesa de Futebol e da Procuradoria-Geral da República, e posterior divulgação de dezenas de documentos confidenciais destas entidades.

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