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Há lixo da Malásia numa praia portuguesa

Na praia do Cabedelo, em Viana do Castelo, foram recolhidos cerca de 200 quilos de lixo, sendo que alguns desses resíduos ‘navegaram’ desde o sudeste asiático. Malásia é o país mais longínquo, mas Espanha e Alemanha também são origem dos 6100 materiais encontrados em 2017.

Entre cerca de 200 quilogramas de lixo que foram recolhidos em 2017 na praia do Cabedelo, há resíduos com origem da Malásia, revela a Câmara de Viana do Castelo.

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) daquele município desenvolveu um projeto de monitorização do lixo marinho, que permite perceber a origem dos detritos.

Além da Malásia, foram encontrados resíduos da Alemanha e Espanha.

Os 200 quilogramas representam “6100 materiais para catalogação”.

“Há vassouras, molas da roupa, peças de fogo de artifício, seringas, tampões auriculares, frasco para análises clínicas, cotonetes, fita de identificação do hospital, entre outros artigos”, explica fonte da autarquia à agência Lusa.

O projeto de monitorização do lixo marinho foi lançado em 2013 pela Agência Portuguesa do Ambiente, em parceria com os municípios de Ílhavo, Póvoa do Varzim, Pombal, Torres Vedras, Lagos e Faro, e com as suas delegações regionais.

Nove praias são o palco da recolha: Cabedelo, Barranha, Barra, Osso da Baleia, Amoeiras, Fonte da Telha, Monte Velho, Batata e Ilha de Faro.

A Câmara de Viana do Castelo desenvolve o projeto desde maio de 2017 e em parceria com o CMIA e a Agência Portuguesa do Ambiente, contando com a ajuda de 114 voluntários.

“No ano de 2017, numa área de 100 metros, foram recolhidos 120 quilos de resíduos para caracterização, onde foram identificados 137 cotonetes, 127 beatas, 432 pedaços de plástico, entre outros materiais”, explica a CMIA, à Lusa.

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