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Grelha invertida é uma hipótese possibilidade para a F1 em Silverstone e Red Bull Ring

Acredita-se que os responsáveis pela Fórmula 1 terão proposto à equipa um novo formato para as provas de Silverstone e Red Bull Ring.

Uma proposta que terá sido feita na passada sexta-feira e que, a título de experiência, contemplará a inversão da grelha de partida. Uma ideia que terá sempre de ter a aprovação das 10 equipas que participam no campeonato.

No entanto convém lembrar que em outubro de 2019 a Ferrari e a Mercedes vetaram a ideia de mudança na qualificação para os grandes prémios de França, Bélgica e Rússia deste ano.

Para já a ideia seria o de utilizar um dos fins de semana da Áustria e de Inglaterra como uma experiência para o novo formato

A sessão que definiria a grelha seria substituída por um ‘sprint’ de 100 quilómetros, com o alinhamento inicial a ser definido pela classificação inversa à do campeonato, e o resultado desta prova seria a da largada para a corrida de domingo.

Mas agora a novidade de ter dois grandes prémios seguidos na Áustria e na Inglaterra a ideia foi novamente levantada pela Liberty Media em reunião à distância com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as equipas na sexta-feira passada.

Os donos da Fórmula 1 trabalham na ideia de aproveitar a oportunidade de ter duas corridas seguidas no mesmo local – na Áustria as provas vão decorrer a 5 e 12 de julho – para fazer uma comparação dos dois formatos num espaço de poucos dias.

Nesta proposta o primeiro fim de semana, em Silverstone e no Red Bull Ring, teria o padrão convencional de qualificação, com uma sessão dividida em três segmentos. No segundo seria adotado o formato da corrida de qualificação, com uma duração de 30 minutos, no sábado, para definir a grelha de partida para a prova principal, que teria lugar no domingo.

A FIA apoia a proposta, mas para a ideia ir em frente as equipas têm de a aprovar. E tanto quando já se percebeu, apenas a Mercedes, campeã do Mundo em título, não gosta dela, ao mesmo tempo que as restantes preferem avaliar a proposta antes de votá-la no começo de junho.

Toto Wolff já explicou porque não aprova a ideia: “Fiz-lo porque temos a responsabilidade de preservar da F1. Pareceu-me errado. Não porque queríamos ter uma vantagem, já que poderia ter sido bons ter a Ferrari atrás, considerado o ritmo atual de classificação. Votei contra porque, olhando para a final dos 100 metros nas Olimpíadas, não se faz Usain Bolt largar cinco metros atrás dos outros só para tornar a final mais empolgante”.

Nuno Barreto Costa

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