África

Governo timorense expressa condolências pelas vítimas do ciclone em Moçambique

O Governo timorense apresentou condolências às famílias das vítimas do ciclone Idai em Moçambique, não havendo para já planos para apoio financeiro aquele país, disse à Lusa o ministro de Estado na Presidência do Conselho de Ministros.

“Os nossos sentimentos vão para as famílias que perderam entes queridos e saudamos aqueles que continuam determinados na busca de sobreviventes. Timor-Leste está solidário com os Governos e o povo da República de Moçambique nestes dias difíceis”, afirmou Agio Pereira.

O governante disse que o executivo não tem para já planos para apoio financeiro ao país.

Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) – que viveu durante mais de duas décadas em Moçambique – disse à Lusa que tem acompanhado as notícias daquele país “com muita dor e consternação”.

“Quero expressar a minha total solidariedade. O povo moçambicano está a sentir na pela, na carne, com a perde de entes queridos e bens. Mas 20 e tal anos de vivência lá não me deixa estar alheio a isso”, afirmou.

“Peço a toda a população que se reúna à volta do seu Governo e que tente superar esta tragédia”, apelou.

Alkatiri disse que está a tentar mobilizar o seu partido e “amigos de Moçambique” em Timor-Leste no intuito de tentar reunir algum apoio “por pouco que seja”, lamentando que o executivo não dê apoio neste momento.

“Estou a tentar ver como a nível do partido podemos ajudar o pouco que podemos já que o Governo não se disponibilizou a fazê-lo, como tem sido prática no nosso país”, disse.

“É lamentável que um dos países que mais nos apoiou durante a luta, na frente externa ou diplomática e que tem vividos anos sucessivos de desastres naturais, tenha uma nossa resposta que tem sido discriminatória face ao que temos feito em relação a outros países”, considerou.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou desde quinta-feira pelo menos 222 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos na segunda-feira.

Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afetadas pela tempestade naqueles três países africanos.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que o ciclone poderá ter provocado mais de mil mortos em Moçambique, estando confirmados atualmente 84.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

Estimativas iniciais do Governo de Maputo apontam para 600 mil pessoas afetadas, incluindo 260 mil crianças.

 

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