Economia

Governo prevê 2012 de dificuldades acrescidas com défice em risco

miguel_relvas2O cumprimento do défice em 2012 não é uma certeza para o Governo e o próximo ano será “de extremas dificuldades”, afirma Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, que falava num intervalo de um Conselho de Ministros, que decorreu em Oeiras. Desse encontro informal dos membros do Governo, saiu um conjunto de reformas estruturais em áreas como a Justiça, a Educação, a Saúde, o Emprego e o poder local. Os ecos desta reunião deixam perceber mais austeridade para o próximo ano.

O executivo reuniu ontem em Oeiras, num Conselho Ministros extraordinário de 11 horas, ontem, no Forte de São Julião da Barra. O executivo de Passos Coelho pretende definiu metas ambiciosas, tendo em vista o cenário económico que o país vai enfrentar no próximo ano. O Governo quer fazer crescer a economia e combater o desemprego, num quadro de austeridade e de constrangimento.

Perante uma ambição e a realidade, Miguel Relvas não tem dúvidas de que 2012 será “um ano de extrema dificuldade”. O ministro, que falava num intervalo desse Conselho de Ministros, levantou dúvidas sobre o cumprimento do défice e abriu portas para novas medidas de austeridade, o que impedirá que o Governo cumpra aquelas metas ambiciosas.

Relativamente a 2011, segundo o ministro, Portugal “vai cumprir os compromissos financeiros” que assumiu com a troika, ao abrigo do plano de resgate. O Governo pretende levar a cabo diversas reformas em áreas centrais do Estado, desde a Justiça à Saúde, passando pelo Emprego e a Educação.

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