Fórmula 1

George Russell pode melhorar apesar da falta de competitividade do Williams

Não obstante o Williams ser o pior carro do atual pelotão da Fórmula 1, George Russell acredita que ainda pode melhorar a sua condução e fazer um trabalho melhor.

O campeão da Fórmula 2 tem sido sempre o melhor do duo da equipa de Grove, mas isso ainda pode ser melhorado na sua opinião. Estar no fim da grelha é algo que não agrada a Russell, mas com um monolugar que muitas vezes é imprevisível no seu comportamento isso não pode ser desculpa para melhorar o seu desempenho.

“Estou contente em alguns aspetos. Há definitivamente margem para melhorar do meu lado. Certamente que não consigui otimizar a qualificação nas duas últimas corridas. Penso que ainda tenho de compreender e respeitar as limitações do carro. Às vezes vamos mais depressa guiando a 98 % do que a 100%”, afirma o jovem piloto britânico.

George Russell diz que “aprender o carro é um processo de aprendizagem e, infelizmente” apenas pode “tentar dar o máximo”, porque não tem a certeza total “do que o carro vai fazer de curva para curva”.

Esta situação é complicada, e o comportamento inconsistente do Williams é um fator que tem mantido o seu companheiro de equipa, Robert Kubica na ‘cauda’ do pelotão, mas espera que as atualizações que vão chegar para as próximas corridas melhorem as coisas nesse aspeto.

“As atualizações, em termos de carga aerodinâmica são normais, não é algo de especial que tenhamos. Mas esperamos que nos proporcionem algo de mais guiável. Penso que há mais ganhos a ter no carro para que possa ser mais controlável e consistente em curva, que nos ajude a recuperar mais tempo por volta”, afirma o campeão da Fórmula 2.

Russell diz também: “De momento eu e o Robert temos um grande problema com a forma como o carro reage à entrada e a meio da curva, comparado com a saída da mesma. É muito diferente a cada passo, o que torna mais difícil de guiar”.

O jovem britânico admite que será pouco provável uma grande alteração na competitividade do Williams a curto prazo, mas acredita que a equipa pode encontrar mais velocidade.

“Estou ansioso por Baku (GP do Azerbaijão), porque tive um grande fim de semana no ano passado na Fórmula 2, e foi provavelmente a minha melhor corrida do ano. Devia ter ganho ambas as corridas, e acabei ganhando a segunda partindo de 12º da grelha”, afirma Russell.

Ainda assim o Campeão da F2 está otimista: “Temos pequenas modificações a caminho e esperemos que se resultarem, como esperamos, elas possam ser positivas, mas não temos certezas absolutas. Tenho esperança porque temos fracas características e se melhorarmos isso os ganhos de tempo por volta vão ser enormes. Mas de momento não há nada que sugira isso”.

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