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Furacões com nome de mulher mais mortíferos do que os que têm nome masculino

furacaoUm estudo chamado ‘Furacões femininos são mais mortíferos do que os masculinos’, publicado nos Estados Unidos, apresenta o nome bem revelador da conclusão a que os investigadores da Universidades do Illinois e do Arizona chegaram. E há um motivo: os nomes femininos suscitam menos preocupações nas pessoas.

Uma equipa de investigadores norte-americana, das Universidades do Illinois e do Arizona, analisou seis décadas de furacões, avaliando os dados sobre vítimas mortais, em paralelo com a dimensão do fenómeno.

Os furacões analisados neste estudo (que foi publicado na revista oficial da Academia Nacional de Ciências norte-americana) ocorreram entre os anos de 1950 e 2012, sendo que os números de mortalidade variaram de um modo que permitiu estabelecer um paralelo interessante.

Entre os furacões mais mortíferos, aqueles que tinham nomes femininos mataram, em média, 45 pessoas. Já os furacões com nome masculino apresentam uma mortalidade média de 27 pessoas.

A partir destes dados, os investigadores foram à procura de respostas. E concluíram que a razão que está por detrás deste mistério prende-se com o facto de as pessoas encararem o nome feminino com menor receio. E por isso tomam menos precauções.

Já quando o furacão tem nome de homem ocorre o fenómeno inverso. E por isso os furacões femininos acabam por ser mais mortíferos.

Como chegaram os investigadores a esta conclusão? Submeteram uma amostra de pessoas a um inquérito, sendo que cada uma delas era convidada a prever a intensidade de um furacão, sabendo apenas o seu nome.

Todos os inquiridos tiveram mais ‘receio’ de furacões masculinos. E também por isso revelaram que adotariam medidas de precaução maiores – sendo que tinham apenas como informação o nome do fenómeno.

Sublinhe-se que desde 1959, nos EUA, os furacões passaram a ter nome. No entanto, apenas a partir do ano de 1979 passou a adotar-se também nomes masculinos.

Apesar de bem fundamentado, o estudo suscita muitas resistências e não é olhado pela classe científica com muito interesse.

No entanto, os investigadores têm dados que suscitam na população diferentes níveis de alerta, fornecendo-lhes apenas uma informação: o nome do furacão.

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