Desporto

Frederico Varandas lança fortes críticas a “minoria ruidosa” no Sporting

O presidente do Sporting lançou na sexta-feira fortes críticas ao que chamou “minoria ruidosa” de apoiantes do clube que “desrespeita a legitimidade da vontade da maioria dos sócios”, prometendo permanecer em funções até ao fim do mandato.

Na mais quente ‘Noite Verde’ dos últimos anos, organizada em Leiria para entregar os troféus ‘Rugidos do Leão’, Frederico Varandas apontou o dedo aos críticos.

“Fomos os primeiros a acabar com uma guarda pretoriana paga para fazer o trabalho sujo de uma direção”, disse, lamentando a existência no Sporting de uma “minoria ruidosa que não aceita viver com as regras da democracia”.

Em conflito com as claques do clube, uma “minoria ruidosa perdeu muitas regalias”, Varandas admitiu estar “a mexer com interesses instalados de muita gente”.

“Sei que fomos os primeiros em muitos anos a ter coragem de acabar com um negócio que nada tem a ver com o apoio genuíno como era no passado”, sublinhou.

Apupado por uma dúzia de presentes na sala no início do discurso, o presidente do Sporting foi subindo de tom à medida que os contestatários foram abandonando a sala do restaurante da Ortigosa, no concelho de Leiria, onde decorreu a ‘Noite Verde’.

E disse saber como acabar com a contestação que se vive entre direção e claques.

“Era muito fácil para nós reduzir esse ruído: cedíamos e pagávamos a quem faz barulho e exige dinheiro para apoiar. Mas há momentos em que não podemos vacilar, em que temos de estar do lado certo da história, por mais que isso nos custe, por mais que isso nos doa, por mais que isso implique risco, desgaste e confronto”, frisou.

O líder dos ‘leões’ garantiu ainda que irá ficar até ao final do mandato. “Este clube precisa mais do que nunca de adquirir uma cultura institucional e de estabilidade. Só assim poderá crescer”, frisou.

Ao fim de 14 meses de presidência, Frederico Varandas não está “nada surpreendido” com a contestação que enfrenta nem “nada arrependido” por ter sido eleito.

O Sporting, diz, estava “em verdadeira guerra civil e numa profunda crise de valores”, e a direção que lidera sabia que teria de “tomar medidas que trariam consequências”.

“Sabíamos que iria ser exatamente assim. Nós sabíamos e esperávamos tudo isto: um mandato com golpes baixos, traições intoxicações, manipulação da opinião pública, ataques pessoais. Temos todos a confirmação disso”.

Sobre o futebol profissional, o presidente dos ‘leões’ admitiu que a prestação está abaixo da expectativa, mas comparou-a com a equipa que Marco Silva orientou no Sporting.

“À 10.ª jornada, temos os mesmos 17 pontos e estamos em quarto lugar, e essa equipa estava no oitavo. Não me lembro de ver a histeria que há hoje”. Por isso, garantiu que não vai alterar o plano traçado.

“O caminho é respeitar o nosso ADN, ser o que sempre fomos: a melhor formação de Portugal e uma das melhores da Europa”, disse.

Perto do final, Frederico Varandas prometeu ainda aos adeptos presentes.

“Jamais hipotecaremos o futuro do Sporting e jamais permitiremos que alguém brinque ou jogue novamente roleta russa com o Sporting e perca tudo numa jogada. Ainda hoje pagamos o preço de jogadas dessas”, frisou.

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