Fórmula 1

Fórmula 1 com seis campeões do Mundo e mudanças regulamentares

f1_vettel_1A nova temporada de Fórmula 1 que este fim de semana se inicia na Austrália é marcada pela participação de nada mais nada menos que seis campeões do Mundo, para além de mudanças nos regulamentos técnicos que obrigaram a uma modificação significativa na aerodinâmica dos monolugares.

f1_alonso_1Para além de Sebastian Vettel iniciar a defesa do seu segundo título, do alemão da Red Bull ter novamente pela frente Jenson Button e Lewis Hamilton na McLaren, Fernando Alonso na Ferrari e Michael Schumacher na Mercedes, regista-se o regresso de Kimi Raikkonen três anos depois do finlandês ter trocado a F1 pelos ralis.

f1_raikkonen_1Obviamente que se ter seis campeões do Mundo é um atrativo mediático, a verdade é que o interesse competitivo dessa situação só é real se realmente tanto a Mercedes como a Lotus permitirem a Schumi e a Raikkonen lutarem pelos lugares cimeiros, pois para já isso só parece ao alcance dos homens que estão na Red Bull, McLaren e Ferrari.

Também é verdade que na equipa de Maranello os testes do defeso denunciaram alguns problemas que podem muito bem ser reais, mas também podem ser uma espécie de ‘bluff’ para que depois nem Stefano Domenicalli, nem Nick Fry (o diretor técnico) possam ser acusados de prometerem algo que não conseguiram.

Em termos de outros nomes, há mudanças de camisola, com Vitaly Petrov a substituir Jarno Trulli na Caterham depois de ser substituído na Lotus por Romain Grosjean, Bruno Senna substitui Rubens Barrichello na Williams, Nico Hulkenberg substitui Adrian Sutil na Force India, Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo são agora os pilotos da Toro Rosso, Charles Pic é agora o segundo piloto da Marussia e Pedro de La Rosa substitui Karun Chandhok na HRT.

O que mudou

Já no que aos regulamentos diz respeito, a maior mudança é mesmo na aerodinâmica dos carros, que agora não possuem escapes utilizados como difusores traseiros. Os quais tanta vantagem deram aos Red Bull e foram copiados pelas restantes equipas nas épocas anteriores.

Agora os escapes foram colocados à frente das rodas traseiras, solução que curiosamente a Lotus Renault havia antecipado em 2011, enquanto o ‘nariz’ dos carros tem de estar a 55 centímetros do solo, para evitar que subam até à altura dos pilotos em caso de colisões entre monolugares.

Esta regra levou a que a maioria dos carros de 2012 tenha uma espécie de degrau na parte frontal, de modo a que a altura do habitáculo seja mais alta do que o nariz do carro. As únicas exceções a esta situação são o McLaren, que já possuía uma frente muito baixa no ano passado, e o Marússia, que foi concebido com a ajuda da equipa de Woking.

Os pneus foram outro capítulo que foi alterado, pois à Pirelli foi pedido que as várias misturas se degradassem mais rapidamente, de modo a apimentarem mais as corridas. E assim as borrachas do construtor italiano duram agora cerca de 20 voltas.

Outra mudança, esta mais do agrado dos pilotos, prende-se com a autorização de usar todos os pneus no primeiro dia de treinos, embora exista um limite de três jogos (12 pneus)

Para além de crash-tests mais exigentes antes do começo do ano para que os vários monolugares sejam admitidos, não apenas antes do começo do primeiro grande prémio, mas também do primeiro teste, há mudanças também nos procedimentos em pista.

Em situações de safety car passa a ser permitido que os retardatários recuperem de uma volta de atraso e se reposicionem na cauda do pelotão antes da corrida ser retomada, enquanto em situações de luta por posição os pilotos não podem mudar duas vezes de trajetória.

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