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FMI/Previsões: África subsaariana prevê crescimento de 3,2% este ano e 3,6% em 2020

O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve hoje a previsão de crescimento das economias da África subsaariana nos 3,2 por cento do PIB este ano, prevendo depois uma ligeira aceleração para 3,6 por cento no próximo ano.

“Esta retoma do crescimento será mais lenta do que o anteriormente previsto devido, em parte, ao ambiente externo mais difícil”, escrevem os economistas do FMI nas ‘Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsariana’, hoje divulgadas no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorrem em Washington.

No documento, o FMI alerta que as perspetivas variam muito de país para país, principalmente entre os países ricos em recursos naturais, cujo crescimento deverá ser de 2,5 por cento, em média, e dos outros, que deverão registar expansões na ordem dos 6 por cento.

“À semelhança das perspetivas mundiais, a região enfrenta riscos em sentido descendente elevados”, comentou o diretor do departamento africano do FMI, Abebe Aemro Selassie, acrescentando que “as perturbações externas intensificaram-se, conforme demonstrado pelo acentuado abrandamento do crescimento das exportações”.

A nível interno, continuou, “as incertezas de política continuam a conter o investimento nas maiores economias da região”.

Por outro lado, salientou, “embora o peso da dívida média esteja a estabilizar, as elevadas vulnerabilidades da dívida pública e as baixas reservas externas vão continuar a limitar o espaço de política em vários países”.

O FMI recomenda, por isso, três vetores de atuação para os governos “para reduzir os riscos e promover o crescimento sustentado e inclusivo”, a começar pela política monetária.

Depois, estes países devem “continuar a criar resiliência, tanto aos choques económicos como aos desastres cada vez mais frequentes relacionados com o clima e aos desafios acrescidos em matéria de segurança, o que requer a melhoria dos quadros de política macroeconómica, a promoção da diversificação económica e o reforço dos setores financeiros”.

por último, recomenda o FMI, é preciso aumentar o crescimento no médio prazo para criar emprego para a força de trabalho em expansão”, o que se faz através da implementação de “reformas estruturais para fomentar o investimento e a competitividade, abordando de forma abrangente as barreiras tarifárias e não tarifárias no contexto da zona de livre comércio africana”.

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