Economia

Fitch atribui notação de ‘lixo’ a dívida sénior não preferencial da CGD

A agência de ‘rating’ Fitch atribuiu hoje a nota ‘BB’ (categoria de investimento especulativo, vulgo ‘lixo’) à dívida sénior não preferencial da CGD, abaixo do ‘rating’ de longo prazo que atribui ao banco (‘BB+’).

Para a Fitch, nestes instrumentos financeiros há um risco maior, devido à legislação de resolução de bancos.

A CGD fez na segunda-feira uma emissão de 500 milhões de euros de dívida sénior não preferencial, a cinco anos e com uma taxa de juro de 1,25 por cento, que teve uma procura sete vezes superior à oferta.

Esta foi a primeira emissão deste tipo de dívida realizada por um banco português, no seguimento da aprovação do seu enquadramento legal, e foi exclusivamente colocada junto de investidores institucionais.

À agência Lusa, o administrador financeiro da CGD, José de Brito, fez um balanço positivo da emissão de dívida sénior não preferencial do banco, salientando que a operação teve uma “procura muito considerável”.

Esta emissão tem que ver com a dívida subordinada que os bancos europeus com importância sistémica são obrigados a emitir para fazer face a eventuais resoluções.

José de Brito disse ainda que até 2022, e para cumprir os requisitos de resolução, a CGD irá emitir dívida no montante de 500 milhões de euros por ano, explicando que pode ser “deste ou outro tipo”.

Em 30 de outubro, a Fitch subiu o ‘rating’ do banco público para ‘BB+’ (ainda na categoria ‘lixo’, mas a um nível de passar a investimento de qualidade), justificando com o “progresso contínuo e com sucesso na implementação pela CGD do seu plano estratégico 2017-2020, registando uma notável melhoria da rentabilidade, da qualidade dos ativos e do reforço dos rácios de capital”, segundo indicou a CGD, em comunicado ao mercado.

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