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Financial Times visita perfil de Passos no Facebook e cita “cidadãos em fúria”

financial timesO prestigiado Financial Times fez uma reportagem sobre a mensagem de Pedro Passos Coelho no Facebook. A comunicação do primeiro-ministro “provocou uma onda de fúria e angústia” por parte de “eleitores irritados”, escreve saquele jornal.

A célebre mensagem do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho no Facebook extravasou fronteiras e chegou à imprensa (reputada) internacional, com uma notícia do Financial Times (FT), que dá conta da reação negativa dos contribuintes e trabalhadores portugueses perante as medidas de austeridade anunciadas pelo chefe do Governo.

Além de expor os números da comunicação (mais de 33 mil comentários), o FT destaca algumas mensagens colocadas por portugueses que quiseram transmitir a Passos Coelho o seu desacordo pelas medidas anunciadas, que representam mais um corte de rendimentos nos trabalhadores por conta de outrem, sobretudo.

“A maioria esmagadora das pessoas ataca [o primeiro-ministro] pela injustiça das medidas”, realça aquele jornal, que recolheu alguns testemunhos, nos comentários à publicação de Pedro Passos Coelho.

“A tempestade de comentários no Facebook de Passos Coelho segue-se ao anúncio, na sexta-feira, de um novo pacote de austeridade, para que Portugal possa cumprir o programa de resgate”, escreve o FT, que cita Marcelo Recebo de Sousa, no seu comentário na TVI, ontem à noite.

“O primeiro-ministro não percebeu que isto poderia significar a pré-rutura psicológica do país com ele”, destaca o FT, citando Marcelo Rebelo de Sousa.

A mensagem do primeiro-ministro no Facebook provocou uma onda de repúdio, com mais de 32 mil mensagens, quase todas contra as opções do Governo e testemunhos de cidadãos desiludidos e desesperados.

Mais de 7100 pessoas clicaram no ‘Gosto’ (ao final da manhã desta segunda-feira), o que representa um número pouco expressivo, tendo em conta o alcance da página e a importância e mediatismo da comunicação.

E nesta comunicação no seu mural do Facebook Passos Coelho veste a pele do pai de família, tentando colocar-se ao lado dos cidadãos. Escreve que fez “um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer” e sustenta que Portugal é “um exemplo de determinação”. Leia mais.

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