Cultura

Festival de Cinema de Avanca abre a 22.ª edição com entrega de prémios de 2017

A 22.ª edição do Festival de Cinema de Avanca começa hoje com a entrega de prémios do ano anterior e a estreia de duas curtas-metragens, num programa que inclui 18 estreias mundiais.

Hoje vão estrear-se as curtas-metragens de Moisés Rodrigues e Paulo Araújo, estando ainda prevista, ao longo do programa, a estreia de “Marias da Sé”, de Filipe Martins, rodado na baixa do Porto e protagonizado por habitantes da Sé, em competição pelo prémio de longa-metragem, a par de “A Floresta”, de Roman Zhigalov (Rússia), “IVAN”, de Janez Burger (Eslovénia), e “O Rei dos Belgas”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica).

Segundo comunicado da organização do festival, a presença portuguesa na seleção internacional acontece com “Punição”, de Paulo Araújo, e “Terra Amarela”, de Dinis M. Costa, com os documentários “Cru”, de Carlos Ruiz, “A aldeia solitária”, de Carlos Silveira, “No Momento”, de Rui Martins, “Hélice”, de Tiago Silva, e com os vídeos experimentais “Sombra”, de Rui Filipe Torres, e “Memórias da Vida Moderna”, de Inês Soares.

Avanca recebe ainda a longa-metragem “Uma Vida sublime”, de Luís Diogo, e o documentário “Pretu Funguli”, de Costa Valente e Monica Mussoni (uma coprodução com a Guiné-Bissau).

Nas curtas-metragens serão exibidos os filmes “5 cigarrilhas”, de Passos Zamith, “Em vez de palavras, o vento”, de Tiago Damas, “Avesso”, de Francisco Colombo (uma coprodução com o Brasil), “Casa Amarela”, de Ana Luísa Lopes, e a animação “Rodar”, de Moisés Rodrigues.

Já este mês, a Câmara Municipal de Estarreja e o Cineclube de Avanca anunciaram que iriam criar um fundo de produção cinematográfica para financiar a produção local.

Na altura, a vereadora da Cultura, Isabel Simões Pinto, anunciou que “a parceria entre a Câmara de Estarreja e o Cineclube de Avanca vai ser reforçada, com a criação de um fundo de produção cinematográfica”, o “Avanca Film Fund”, desde já dotado pela autarquia com dez mil euros.

Para António Costa Valente, presidente do cineclube que vem organizando o Festival, “passados 21 anos, mais de 100 filmes produzidos e com mais de 300 prémios recolhidos pela produtora local, há condições únicas para que Estarreja possa ter uma indústria cinematográfica relevante”.

Quanto ao valor do fundo, Costa Valente está confiante de que vai ser multiplicado, “nomeadamente através de serviços anexos necessários à produção de filme”.

Na vertente científica, serão levados à conferência mais de uma centena de comunicações, perante uma comissão académica em que estão representados os cinco continentes.

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