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Félix da Costa contente por terminar em Le Mans mas desapontado com o resultado

António Félix da Costa tem um misto de sentimentos após a 87ª edição das 24 Horas, pois se por um lado ficou contente por ter concluído a prova, sente alguma desilusão por não ter conseguido lutar pelos lugares cimeiros.

O piloto português percebeu bem cedo que aos BMW M8 GTE não foram dadas ‘armas iguais’ para lutar com a concorrência na categoria GTE Pro, e isso acabou por fazer toda a diferença.

Bem cedo o sistema de equilíbrio de desempenho – o famigerado BoP – ‘jogou’ contra os carros de Munique e isso acabou por levar a que Félix da Costa e os seus companheiros de equipa no BMW # 82 nunca conseguissem estar na luta, sequer, pelo top cinco da classe. Terminariam foram top dez.

No primeiro terço da prova o piloto de Cascais – que chegou a ser o quinto mais rápido na qualificação – ainda rodou entre os dez primeiros, mas depois o fortíssimo andamento de Porsche, Corvette e Ferrari foi impossível de acompanhar. Um problema de suspensão ainda veio agravar o atraso da equipa, mas já não foi possível levar o M8 # 82 a uma classificação mais positiva.

O sentimento de impotência por parte de António Félix da Costa é enorme, mas também o de saber que tudo fez para que o desfecho na mais importante corrida de resistência do Mundo fosse outro.

“Estou cansado. Foi uma corrida muito dura. Mas também me sinto feliz por termos terminado. Obviamente que na BMW estamos algo desapontados por não termos conseguido lutar pelos lugares da frente, o nosso objetivo nesta prova”, reflete o piloto português.

Félix da Costa lembra que estar à chegada em Le Mans já foi, em si, o resultado de muito esforço: “Depois de tantas dificuldades e alguns problemas que nos fizeram perder tempo, mostramos espírito de luta e equipa para conseguirmos levar os dois carros até ao final. Não é o resultado que queríamos, mas é uma consolação para toda a equipa, que tudo fez para que chegássemos ao final”.

“Foi incrível o apoio dos portugueses, não só em Le Mans como mesmo de Portugal. Faz-me acreditar que os portugueses acreditam e respiram desporto automóvel de uma forma tão especial que me orgulha muito. Agora é tempo de voltar à Fórmula E, no próximo fim de semana em Berna, na Suíça. Uma prova muito importante para as aspirações ao título”, remata o piloto de Cascais.

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