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Fátima Lopes recorda racismo vivido em África por ser branca

Fátima Lopes assumiu que em criança foi vítima de discriminação racional, na escola, por “ser branca” quando esteve em Moçambique. Num texto no seu blogue Simply Flow, a apresentadora da TVI fez o desabafo e lamentando que tal tenha ocorrido, até porque desde pequena que teve “facilidade em fazer amizades”.

Apesar de se ter relacionado com “facilidade” com as crianças do seu bairro, quando viveu em África, Fátima Lopes lamenta que na escola não tenha sido assim.

“O período que tenho mais presente é o da chegada a Moçambique. Foi fácil criar laços fortes com a garotada do bairro. O mesmo não aconteceu na escola, onde a cor da minha pele era um obstáculo”, lamentou, continuando o seu desabafo.

Fátima Lopes revela como foi difícil para si encarar esse facto mas, em jeito de exemplo que pretende passar, queixou-se aos pais que tomaram uma atitude para pôr fim à situação.

“Lembro-me de não ter ninguém da minha turma para brincar no recreio, porque era branca”, desabafou.

Perante a “tristeza” que lhe preenchia os dias “pela inexistência de amigos”, Fátima Lopes recorda que a mãe “pôs-se a caminho e conversou com o professor”.

“Um homem notável que explicou às crianças o que havia a explicar”.

Daí em diante, a apresentadora passou a ser aceite pelas outras crianças e a cor da pele deixou de ser obstáculo.

A apresentadora de ‘A Tarde É Sua’ continuou o texto com um elogio à amizade, salientando que os amigos devem ser “frontais, leais, transparentes” e cuidam “com amor e carinho”.

“Sentem-nos dentro do coração e a nossa felicidade é para eles tão importante quanto a deles”, sublinhou.

Fátima Lopes considerou ainda que uma vida sem amigos é “ter parte do coração às escuras e um coração assim nunca será feliz”.

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