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Fantasma de manipulação eleitoral na vitória de Putin; EUA preocupados

vladimir_putinUm dia depois da contagem de votos na Rússia – ganhas pelo partido do primeiro-ministro Vladimir Putin, ainda que com uma quebra de 77 eleitos para a câmara baixa e perda da maioria constitucional de dois terços – surgem ecos de manipulação nas urnas. Resultados preliminares revelam uma quebra percentual do partido Rússia Unida, de 64 por cento, nas eleições anteriores, para 49,5 pontos percentuais.

A Duma (parlamento russo) terá ‘apenas’ 238 elementos do partido Rússia Unida, de um total de 450 lugares. Isto representa a perda de uma maioria constitucional de dois terços, mas a manutenção de uma maioria simples. Os observadores internacionais receiam, mesmo assim, que a votação foi inflacionada, a favor de Putin, informação que o próprio já desmentiu. Mas permanecem as suspeitas.

Segundo suspeitas de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, a vitória de Vladimir Putin (49,5 por cento, segundo a Comissão Eleitoral Central) poderia ter ainda menor expressão, se os votos não tivessem sido alterados.

“Neste ato eleitoral, verificaram-se diversas violações processuais e há registos de evidente manipulação, com indícios de colocação de votos falsos nas urnas”, revela aquela organização.

Os Estados Unidos da América já manifestaram a sua apreensão. “Estamos muito preocupados com os ecos que surgem da Rússia. Também temos informações que dão conta de que alguns observadores independentes foram alvo de perseguições”, referiu Hillary Clinton.

OS EUA reagem assim aos fantasmas de que houve manipulação eleitoral, a favor do partido Rússia Unida, do primeiro-ministro, que mesmo com esta hipotética adulteração de resultados não evita uma perda significativa de 77 elementos na câmara baixa.

Recorde-se que nas eleições anteriores o Rússia Unida obtivera 64 por cento de votos. Apesar de continuar a ser o partido mais votado, assinala uma forte perda. O Partido Comunista, o partido Apenas Rússia e o Partido Liberal Democrático conseguiram crescer, neste ato eleitoral.

Em comparação com as eleições de 2007, assinala-se um decréscimo da abstenção: 60 por cento dos 110 milhões de russos exerceram o seu direito de voto, o que contrasta com os 64 por cento de há quatro anos.

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