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Faltam camas nos hospitais portugueses, alerta a OCDE em relatório sobre a saúde

camas hospitalPortugal é dos países da União Europeia com um menor rácio de camas por mil habitantes: apenas 3,4, aponta a OCDE. Em contrapartida, o mesmo relatório adiante que a esperança de vida supera a média europeia: 76,5 anos para os homens e 82,6 para as mulheres.

Portugal é, dos países da União Europeia (UE), um dos que menos camas disponibiliza nos hospitais. Por cada mil habitantes há apenas 3,4 vagas, segundo o relatório sobre a saúde hoje apresentado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Na UE, a média é de 5,3 camas por cada mil habitantes, aponta o documento, com dados alusivos ao ano de 2010. Contudo, o rácio tem descido em quase todos os países membros. Ainda em 2000, a média europeia era de 6,5 camas por cada mil habitantes.

Se em Portugal este indicador está abaixo da média europeia, já o da esperança de vida à nascença supera a maioria dos parceiros da UE. A média dos 27 está agora em 75,3 anos para os homens e 81,7 para as mulheres, depois de uma subida a rondar os seis anos nas últimas duas décadas.

De acordo com o relatório da OCDE, a esperança de vida à nascença em Portugal era, no triénio 2008-2010, de 76,5 anos para os homens e 82,6 para as mulheres. Ainda assim, as nossas idosas têm uma esperança média de vida inferior às francesas: 89,4 anos. Nos homens, os portugueses vivem bastante mais do que os lituanos, onde a média está nos 67,3 anos.

O documento hoje apresentado revela ainda que, pela primeira vez desde 1975, os gastos com a saúde na Europa diminuíram. A queda de 0,6 por cento em 2010 contrariou uma década sempre com tendência de aumento de custas, cuja média foi de 4,6 por cento ao ano.

Apesar de diminuírem os gastos, aumentou o rácio do serviço clínico: entre 2000 e 2010, a média de médicos per capita passou dos 2,9 para os 3,4 por mil habitantes.

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