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Falta de racionalidade na definição de preços tem um custo para a Saúde, indica estudo

hospital_santa_maria_lisboaA definição de preços no Serviço Nacional de Saúde em Portugal está ferida pela falta de racionalidade, segundo um estudo apresentado hoje em Lisboa. Essa lacuna compromete a eficiência de diversas entidades que operam na área da Saúde e o próprio SNS.

 

O estudo que vai ser apresentado hoje na Escola Nacional de Saúde Pública, em Lisboa, aborda os preços e os custos na área da Saúde. Pretende esclarecer se as entidades que desenvolvem atividade em Portugal podem atingir maior eficiência, caso seja aplicada uma correta definição de preços (entre outros).

O trabalho – que resulta de uma parceria entre aquela escola e Fundação Francisco Manuel dos Santos – coloca a questão: “Podem a organização, a gestão e o financiamento das organizações de saúde em Portugal produzir resultados diferentes em termos de eficiência?”. A resposta é afirmativa.

Em Portugal, não existe uma correta definição de preços, falta racionalidade, o que tem um custo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e todas as entidades e organizações que trabalham com o Estado.

Neste trabalho, a racionalidade do SNS esteve à prova, numa comparação de preços definidos e os custos médios praticados entre entidades públicas.

Os autores avaliaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal, com vista a caracterizar de uma forma global o sistema de saúde português e comparar preços dos diversos pagadores públicos entre si e com os custos médios.

Uma das conclusões deste estudo é a possibilidade de se “ganhar eficiência no SNS em Portugal”, sem perda de qualidade dos serviços, quer nos “cuidados de saúde primários, hospitalares e no mercado do medicamento”.

Não obstante haver espaço de melhoria e alterações que possam aumentar a qualidade da Saúde em Portugal, há dados que merecem uma nota positiva, por parte dos autores do estudo. Desde logo, uma melhoria na relação entre “ganhos e despesas em saúde”, no SNS, verificada nos últimos anos.

Esta conclusão do estudo não elimina, no entanto, a principal nota a destacar, que está relacionada com a falta de racionalidade na definição de preços, que salta à vista quando são estabelecidas comparações com as realidades de outros países.

A pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública e Fundação Francisco Manuel dos Santos é apresentada nesta terça-feira, e representa o quarto tema sobre preços e custos na Saúde.

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