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Facebook pode contribuir para a depressão e sensação de abandono, indica pesquisa

facebook1estudo facebookSegundo um estudo sobre uso do Facebook, da autoria de investigadores da Universidade de Queensland, Austrália, a rede social pode contribuir para a depressão dos utilizadores. A ausência de reação às publicações gera uma sensação de invisibilidade que acarreta malefícios.

O Facebook é uma rede social que pode gerar um efeito de invisibilidade social. Parece antagónico, mas não é. De acordo com um estudo da autoria de investigadores da Universidade de Queensland, a reação às publicações (ou a sua ausência) tem efeitos no utilizador.

Perante a ausência de interação no Facebook – que é analisada através de comentários, partilhas ou cliques no ‘gosto’ –, o utilizador pode sentir-se desprezado pela comunidade.

Aquele estudo consistiu em duas experiências. A primeira contou com 192 pessoas divididas em dois grupos, sendo que um deles estava proibido de publicar no Facebook (apenas poderia consultar publicações de terceiros). O outro tinha livre acesso à rede social.

Nesta experiência dos investigadores da área de Psicologia, verificou-se um desinteresse progressivo por parte do grupo de utilizadores que não poderia publicar no Facebook. Ou seja, esta impossibilidade de publicar suscitou um afastamento.

Os investigadores concluíram, desse modo, que os utilizadores gostam de participar ativamente na rede social e que ver apenas as publicações dos amigos não gera grande interesse.

Já a segunda experiência realizada pelos investigadores australianos contou com 79 pessoas. Todos eles tinham livre acesso ao Facebook, mas não sabiam que os seus computadores estavam configurados, para que as suas publicações ficassem invisíveis.

Ou seja, as publicações não geravam reação (comentário, ‘gostos’ ou partilha), porque nem sequer eram vistas por quaisquer utilizadores.

Depois, os investigadores analisaram o estado anímico e psíquico destes utilizadores ‘invisíveis’. E verificaram indícios de sentimentos como abandono e mesmo indicadores de depressão.

A autoestima era também menos elevada, em comparação com as pessoas que obtêm interação no Facebook.

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