América do Sul

Exército mobiliza 3700 soldados em operação na zona sul e norte do Rio de Janeiro

Cerca de 3700 soldados do Exército brasileiro, com o apoio da polícia, desencadearam hoje uma operação contra o crime em várias favelas na zona norte e sul da cidade do Rio de Janeiro, informaram fontes militares.

A ação faz parte de uma intervenção militar promulgada em fevereiro passado pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, que entregou ao Exército o controlo da área de segurança pública do Rio de Janeiro para conter uma onda de violência afeta a cidade mais emblemática do país.

A operação desta quarta-feira ocorre no complexo Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio, e comunidades de Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul da ‘capital carioca’, informou o Comando Militar em uma declaração.

As favelas na zona sul localizam-se perto de bairros turísticos como Copacabana, Ipanema e Leblon, entre outros, destacou o Exército.

Os soldados estabeleceram um cerco nas comunidades, removeram barricadas ilegais e fizeram verificações em pessoas e veículos em busca de suspeitos com antecedentes criminais.

Também participam da ação 200 policiais militares e 90 outros agentes da Polícia Civil que estão atuando no bloqueio de estradas e cumprindo dos mandados judiciais apoiados por veículos blindados e aeronaves das forças de segurança.

Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras intensificaram as operações das Forças Armadas e da polícia no Rio de Janeiro, embora o saldo final destas ações, em muitas ocasiões, seja pequeno.

A intervenção militar não travou os episódios violentos no Rio de Janeiro nos últimos meses, incluindo a morte a tiros em março passado da vereadora Marielle Franco.

Os disparos com armas de fogo também aumentaram em 36 por cento nos primeiros quatro meses de intervenção, que previsivelmente terminará em 31 de dezembro deste ano.

Até agora, neste ano, mais de 60 policiais morreram violentamente em todo o estado do Rio de Janeiro, que sofre uma onda de violência que só no ano passado custou a vida de 6.731 pessoas.

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