Economia

Estado cobrou até agosto quase 28 mil milhões de euros em impostos

O Estado arrecadou quase 28 mil milhões de euros em impostos até agosto, mais 1300 milhões do que em igual período de 2017, segundo a síntese de execução orçamental divulgada hoje pela Direção-Geral do Orçamento.

O aumento homólogo de 5,2 por cento nos primeiros oito meses do ano, que elevou a receita fiscal para 27.972,1 milhões de euros, é explicado sobretudo pelo crescimento da receita de impostos diretos, sendo que todos os impostos apresentaram uma variação positiva face ao mesmo período do ano passado.

“Os impostos diretos aumentaram 6,6 por cento, devido à manutenção da recuperação da receita de IRC que aumenta 11,9 por cento e de IRS, cujo aumento é explicado pelo ciclo de pagamento de notas de cobrança e pelo residual de reembolsos ainda por efetuar”, explica a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Já os impostos diretos cresceram 3,9 por cento até agosto devido à receita do IVA e do Imposto do Selo, que subiram 3,9 por cento e 7,3 por cento respetivamente.

Os reembolsos registaram um aumento de 2,6 por cento que corresponde a 187,2 milhões de euros, devido, por um lado, à quebra dos reembolsos em IRC (menos 98,4 milhões de euros) e, por outro, ao aumento dos reembolsos de IVA (mais 250,4 milhões de euros).

Segundo a DGO, “a quebra dos reembolsos de IRC, em comparação homóloga, evidencia uma estabilização após o efeito no mês anterior da prorrogação do prazo de entrega da declaração Modelo 22”.

Quanto ao IRS, a redução do prazo médio de reembolso levou a uma antecipação do valor reembolsado para os meses de abril e maio, sendo já marginal a evolução desde junho.

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