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“Esta gente não serve”, diz Moita Flores em comentário arrasador à Proteção Civil

Arrasador! Francisco Moita Flores revoltou-se com as entidades do Estado que participaram no socorro às vítimas da queda do helicóptero do INEM. O comentador mandou o secretário de Estado da Proteção Civil estar “calado” e não pôr “água benta” na “desorganização e incompetência” da estrutura de Proteção Civil. Moita Flores disse ainda que está claro que quando houver uma tragédia, os portugueses já sabem que “não podem contar com a Proteção Civil”.

“É bom que os portugueses saibam disto. Quando houver um desastre muito sério não podem contar com a Proteção Civil, não podem contar com os sistemas de socorro e ficam entregues aos bombeiros da zona e ponto final.”

Na CMTV, Moita Flores explicou que esta estrutura “só tem dado problemas e desgosto aos portugueses”.

“Não vale a pena criar a ilusão de que de um momento para o outro se refresca uma estrutura que em anos só tem entregue problemas e desgosto aos portugueses”.

Num comentário ‘feroz’ de Moita Flores, o antigo inspetor da Polícia Judiciária e antigo autarca, lembra que as tragédias recentes no país têm deixado “muitos mortos pelo caminho”.

“E, por isso, não vale a pena estar a investir esperança ou expectativas e viver como até agora em revolta confortável. Somos comodamente revoltados, não conseguimos levantar o dedo ou a voz para incriminar ou interpelar aqueles que são de interpelar perante casos sucessivos. É que não é um nem dois, são sucessivos com muitos mortos, muitos mortos pelo caminho.”

Moita Flores salientou ainda que “esta gente continua a viver como se não houvesse protocolo, atenção, nem competência, nem rigor”, no fundo, “aqueles valores essenciais que fazem parte da função pública”.

Numa mensagem que tem sido amplamente divulgada por bombeiros, Moita Flores salienta que estes têm sido “insultados” e são eles “com quem podemos contar” nas horas de aperto.

Andam a “insulta-los de toda a maneira em nome das estruturas partidárias, politizadas, incompetentes e analfabetas que estão dentro da estrutura do Estado para comandar a nossa desgraça e a desgraça de todos que estão em risco.”

Moita Flores, que participava num debate na CMTV sobre o trágico acidente de um helicóptero do INEM que se despenhou em Valongo, mostrou ainda “repulsa” com o comentário do secretário de Estado da Proteção Civil.

“O senhor secretário de Estado era melhor estar calado e ter vergonha do que diz e ter vergonha de estar a pôr água benta nesta hierarquia de desorganização e incompetência”.

A operação de socorro ao acidente com um helicóptero do INEM em que morreram quatro pessoas em Valongo, no sábado, cumpriu “todos os normativos legais”, de acordo com o que revelou o secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves.

O relatório preliminar da Proteção Civil aponta para falhas nos procedimentos no socorro às vítimas da queda do helicóptero do INEM.

O relatório preliminar foi entregue a várias entidades e também ao primeiro-ministro, António Costa, e à Procuradoria-Geral da República, que já havia anunciado a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

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