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Ensino superior: contestação das universidades obriga Crato e Gaspar a trabalhar para resolver os “problemas”

nuno cratoO ministro da Educação, Nuno Crato, assumiu hoje no Parlamento que vai trabalhar com o homólogo das Finanças, Vítor Gaspar, no sentido de resolver os “problemas” que os cortes no ensino superior vão provocar. Em resposta à contestação dos reitores, Crato manifestou “abertura” para o diálogo.

A contestação das universidades e dos politécnicos aos anunciados cortes no ensino superior levaram hoje o ministro da Educação, Nuno Crato, a admitir negociar com o Ministério das Finanças uma alternativa às “dificuldades”. No dia em que o reitor da Universidade do Porto deixará de ter capacidade para se manter entre as 500 melhores do mundo (leia mais aqui), o governante admitiu estar “a trabalhar com o Ministério das Finanças para concretizar uma resolução dos problemas e verificar melhor a sua dimensão”.

Na Assembleia da República, onde foi ouvido na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Nuno Crato assegurou que ambos os ministérios têm “abertura” para “reunir com os reitores e os presidentes dos politécnicos”, revelando que o Ministério da Educação está atento à crise no ensino superior: “sabemos as dificuldades que têm e queremos estar do lado da solução”.

Uma solução que pode passar, no caso dos politécnicos, por “coordenar a oferta”, em especial com as escolas secundárias dotadas de ensino profissional. Dessa união entre o secundário e o superior iria resultar um ensino mais integrado, defendeu o ministro: “um dos caminhos que temos indicado é coordenarem-se com o ensino profissional secundário. Têm instalações, professores e especialistas que as escolas secundárias não têm e podem oferecer uma experiência avançada mais cedo que o habitual”. “É algo para pôr em prática já este ano”, acrescentou.

Depois do reitor da Universidade do Porto ter abordado a necessidade de “racionalizar o sistema de ensino superior”, Nuno Crato aproveitou para exemplificar a “junção” da Universidade de Lisboa com a Universidade Técnica de Lisboa. “Dentro dos limites constitucionais”, alertou, a racionalização do ensino superior deve partir da “real cooperação” entre as instituições, com a necessária “coordenação de oferta de cursos”. “Se existem, por exemplo, 10 cursos de uma determinada área devem pensar em limitar essa oferta”, recomendou o ministro da Educação.

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