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Embaixadora dos EUA na ONU pede que Maduro seja tratado como um ditador

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, disse hoje, na Colômbia, que “o mundo deve dar-se conta de que há um ditador na Venezuela” e anunciou mais ajuda económica para as regiões de fronteira.

Haley, adiantou a agência Efe, visitou hoje a ponte internacional Simón Bolívar, na cidade colombiana de Cúcuta e a principal passagem fronteiriça com a Venezuela, onde observou a crise humanitária causada pela chegada de centenas de milhares de venezuelanos à Colômbia, fugidos da crise que assola o país.

A embaixadora norte-americana na ONU também anunciou que os Estados Unidos vão alocar mais nove milhões de dólares para combater a crise na zona de fronteira, lamentando a situação vivida por milhares de venezuelanos.

“A Venezuela costumava ser um país bem-sucedido e agora vê os venezuelanos cruzarem a ponte para conseguir comida e medicamentos”, disse Haley aos jornalistas, depois de visitar alguns centros de ajuda aos migrantes.

Por isso mesmo, pediu aos países da região que tomem medidas a respeito e condenem o regime para que a comunidade internacional os ouça.

“É tempo de os países da região que também sofrem com a migração condenarem Maduro e dizerem-lhe que é o momento de sair”, disse a embaixadora.

A diplomata está na Colômbia, liderando a delegação dos EUA que assistiu hoje à investidura do novo Presidente colombiano, Iván Duque, eleito para o período 2018-2022.

Cerca de 35 mil venezuelanos atravessam por dia a fronteira com a Colômbia, alguns em busca de bens de primeira necessidade, outros para ficarem definitivamente e outros para seguirem para outros países.

De acordo com dados oficiais, cerca de um milhão de venezuelanos fixaram-se definitivamente na Colômbia.

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