América do Sul

Embaixada da Venezuela em Portugal nega tentativa de movimentos financeiros no Novo Banco

A Embaixada da Venezuela em Portugal negou hoje que o embaixador Lucas Rincón Romero tenha tentado efetuar movimentos financeiros depositados no banco português Novo Banco com destino à banca do Uruguai, considerando que se trata de uma “artimanha”.

“A Embaixada da República Bolivariana da Venezuela na República Portuguesa expressa a sua mais profunda rejeição pelas declarações emitidas pelo dirigente do partido venezuelano Primero Justicia [Primeiro Justiça] e deputado Carlos Paparoni, que, de uma maneira irresponsável e enganosa, manifestou perante a Assembleia Nacional no dia de hoje que o embaixador Lucas Rincón Romero [embaixador da Venezuela em Portugal] tentou fazer movimentos financeiros depositados no banco português Novo Banco com destino à banca do Uruguai”, refere a embaixada em comunicado.

Segundo o documento enviado à Lusa, a embaixada considera que se trata de uma “campanha mediática sem precedente contra os governantes legítimos do país”.

“É alarmante usar este tipo de artimanha que visa manipular a opinião pública, a fim de mostrar que o Governo legítimo do Presidente Nicolás Maduro está a agir de forma fraudulenta sobre os fundos financeiros do Estado venezuelano”, salienta.

O Novo Banco suspendeu uma transferência de fundos do Estado venezuelano, de 1.200 milhões de dólares (1,05 mil milhões de euros), que tinham como destino a banca do Uruguai, anunciou hoje o deputado Carlos Paparoni.

“Queremos informar que no dia de ontem [segunda-feira] o senhor Lucas Rincón Romero e Iván Legado, que hoje ocupa funções tanto no Ministério de Relações Exteriores como na Petróleos da Venezuela SA (petrolífera estatal), tentaram fazer movimentos financeiros de ativos do Estado, que se encontram no Novo Banco, de Portugal”, disse.

Paparoni, que é presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Nacional da Venezuela, falava, hoje, numa sessão parlamentar, um dia depois de aquela comissão ter informado que pediu ao autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, informações sobre as contas do Estado venezuelano em Portugal e que esses ativos sejam protegidos.

O montante, explicou, foi “um valor próximo dos 1.200 milhões de dólares (1,05 mil milhões de euros), para a banca uruguaia. Especificamente, tentaram transferir para o Banco República e o Banco de Desenvolvimento Económico e Social (Bandes), do Uruguai”.

Paparoni recordou que em 15 de janeiro último o parlamento, maioritariamente da oposição, aprovou um acordo de proteção dos ativos da Venezuela no exterior e delegou naquela comissão a coordenação e seguimento de ações que protejam os ativos venezuelanos na comunidade internacional.

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