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Em 2020, a Ucrânia vai pedir para entrar na União Europeia

Petro Poroshenko

O Presidente da Ucrânia voltou a colocar o país no rumo da integração europeia, agora sem a Crimeia. Numa reunião com os líderes da União Europeia, Petro Poroshenko afirmou que em 2020 a Ucrânia estará preparada para apresentar a candidatura oficial de adesão.

A Ucrânia vai insistir na aproximação europeia, um dos motivos (nunca confirmados oficialmente) que levou a Rússia a anexar a península da Crimeia, no ano passado.

O Presidente Petro Poroshenko, que ontem reuniu com os líderes da União Europeia (UE), deixou a garantia de que o país tudo vai fazer para que, em 2020, se possa candidatar oficialmente à adesão.

A garantia do chefe de Estado ucraniano foi dada após a reunião, em Kiev, com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

A cimeira bilateral tinha como propósito analisar a evolução da Ucrânia depois dos apoios europeus com que a UE tentou ‘castigar’ a Rússia, na sequência da anexação da Crimeia, a península de soberania ucraniana que se revoltou e pediu a adesão à Federação Russa.

A disputa territorial continua no leste da Ucrânia, com as forças do regime a enfrentarem as milícias da população pró-russa, alegadamente financiadas e equipadas pela pátria de Vladimir Putin.

Enquanto o Presidente ucraniano reunia com os líderes europeus surgiram notícias de bombardeamentos junto à cidade portuária de Mariupol, de elevado valor geoestratégico.

O reacendimento da violência levou mesmo a chanceler alemã, Angela Merkel, a ameaçar (novamente) a Rússia com um agravamento das sanções económicas.

“É totalmente claro que o cumprimento dos termos do acordo de Minsk vai demorar mais do que agosto ou setembro. Vamos voltar a falar do assunto em junho e penso que vamos decidir uma extensão das sanções”, afirmou Merkel, que se encontra na Polónia em visita oficial.

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