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“Elasticidade” do PSD para apoiar o Governo perde-se “à medida que o tempo avança”

O presidente do PSD garantiu que o partido não vai fazer “oposição de bota abaixo”, mas alertou que a “elasticidade” mostrada no momento mais crítico da pandemia tende a perder-se “à medida que o tempo vai avançando”.

Com Portugal a dar passos firmes na resposta à covid-19, Rui Rio visitou uma escola para “ver como está a correr o regresso às aulas” e prometeu apoiar o Governo enquanto o “problema” for a pandemia.

“Tudo aquilo que é de combate à pandemia, nós não estamos do lado do problema, estamos do lado da solução. Vamos tendo uma enorme elasticidade para apoiar aquilo que Governo entenda como necessário”, destacou o líder social-democrata.

No entanto, o país entrou hoje na terceira fase do desconfinamento, pelo que é de esperar um PSD a ‘engrossar a voz’.

“À medida que o tempo vai avançando e nos vamos afastando da situação mais grave que ainda em parte estamos a viver, naturalmente que tudo volta à normalidade”, sustentou.

Questionando sobre o limite até ao qual o PSD está disposto a colaborar, Rui Rio defendeu que “uma oposição permanente do bota abaixo não auxilia em nada”.

“Há muita forma de fazer oposição. A minha nunca é a de estar permanentemente no bota abaixo e a dizer mal de tudo. A oposição pode auxiliar apontando caminhos alternativos”, reforçou.

O presidente do PSD disse recusar-se a “aproveitar a fragilidade de um Governo decorrente da crise”, criticando para “tirar partido disso”, por preferir a “crítica construtiva”, a qual “melhora as condições do país”.

“Uma coisa é civilizada e outra é selvagem e selvagem não gosto de ser”, finalizou o líder social-democrata.

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