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EDP quer afastar juiz Carlos Alexandre do caso das rendas da energia

António Mexia e João Manso Neto, presidente e administrador executivo da EDP, avançaram com um pedido de escusa de Carlos Alexandre, o juiz titular do processo relacionado com os contratos CMEC (mais conhecidos como rendas de energia).

Desta forma, os dois gestores, que foram constituídos arguidos, conseguiram suspender os interrogatórios judiciais agendados para a próxima semana.

Para sustentar o pedido de escusa, apresentado no Tribunal da Relação de Lisboa, a defesa de António Mexia e João Manso Neto referiu que o juiz Carlos Alexandre não estará a agir de forma imparcial, mostrando-se concertado com o Ministério Público, segundo informações recolhidas pelo Público.

Isto porque Carlos Alexandre terá pedido ao Conselho Superior da Magistratura (CSM) para ficar com os processos que estavam distribuídos ao juiz Ivo Rosa, que está em exclusivo com o processo da Operação Marquês.

Outro argumento invocado foi o facto dos três anteriores juízes titulares do processo (Ivo Rosa, Ana Peres e Maria da Conceição Moreno) não terem pedido qualquer interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação aos dois gestores da EDP, sendo Carlos Alexandre o primeiro juiz a fazê-lo.

De acordo com o Observador, o Ministério Público pretende um reforço das medidas de coacção sobre António Mexia, João Manso Neto e João Conceição (administrador da REN, também arguido e cujo interrogatório também foi suspenso), planeando solicitar a suspensão de funções.

A notícia do pedido de escusa foi avançada por Observador e Correio da Manhã e confirmada posteriormente pelo Público.

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