Economia

“EDP distribui 700 milhões em dividendos e há famílias sem dinheiro para pagar a luz”

A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, criticou o chumbo da tarifa social da energia, quando a EDP se prepara para distribuir “700 milhões de euros” em dividendos, o que corresponde a “10 anos de tarifa social”.

Em declarações à imprensa, nesta quarta-feira, à margem de uma reunião no Infarmed com altas figuras do Estado e alguns especialistas, onde se abordou a pandemia, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, fez um alerta para “um problema social grave”, que se prende com a “perda de rendimento das famílias”.

“Não podemos fazer de conta que estas medidas de contenção não tem impacto real na vida das pessoas. Tem impacto e penaliza quem trabalha, sobretudo com menores salários”, assinalou.

Catarina Martins lamentou, por outro lado, que a EDP distribua pelos acionistas 700 milhões de euros em dividendos, uma semana depois de chumbada a tarifa social.

“Não posso deixar de passar a ocasião para assinalar que amanhã a Assembleia-Geral de acionistas da EDP se prepara para distribuir em dividendos quase 700 milhões de euros. Esse é o valor que gasta em 10 anos de tarifa social da energia. E o alargamento da tarifa social da energia foi chumbado, na semana passada, no Parlamento”, criticou.

Catarina Martins considera que “este tipo de medidas tem de avançar”. “Não faz nenhum sentido continuarmos a permitir a distribuição de dividendos milionários nas grandes empresas e impedirmos apoios sociais básicos, como a tarifa social da energia às famílias que perderam rendimentos”, continuou.

“Que amanhã a EDP possa decidir distribuir lucros aos seus acionistas de 10 anos de tarifa social – enquanto tantas famílias estão em casa, com perda de rendimento e sem dinheiro para pagar a conta da luz – é inaceitável”.

A deputada entende ainda que a situação em que o país se encontra, em virtude da pandemia, deveria levar à sensatez das políticas.

“Se o Estado de Emergência serve para alguma coisa tem também de servir para impor as medidas de sensatez económica para quem está mais vulnerável”, concluiu.

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