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Edifícios licenciados e concluídos sobem 10,7% e 7,2% homólogos até março

Os edifícios licenciados aumentaram 10,7 por cento, para 6,0 mil, e os edifícios concluídos subiram 7,2 por cento, para 3,7 mil, no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2018, divulgou hoje o INE.

Estas variações correspondem a uma desaceleração face aos acréscimos homólogos registados no quarto trimestre de 2018, que tinham sido de 28,1 por cento nos edifícios licenciados e de 18,8 por cento nos edifícios concluídos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face ao trimestre anterior, de janeiro a março, o número de edifícios licenciados cresceu 6,0 por cento (+5,0 por cento no quarto trimestre de 2018) e o número de edifícios concluídos decresceu 8,2 por cento (+4,8 por cento no quarto trimestre de 2018).

No primeiro trimestre, os edifícios licenciados para construções novas cresceram 11,7 por cento e o licenciamento para reabilitação aumentou 8,2 por cento, ambos desacelerando face às variações registadas no trimestre anterior (+28,8 por cento e +22,2 por cento, respetivamente).

Já os edifícios concluídos registaram um acréscimo de 7,2 por cento (+18,8 por cento no quarto trimestre de 2018), perfazendo 3,7 mil edifícios, com as obras concluídas em construções novas a aumentarem 8,2 por cento face ao primeiro trimestre de 2018 e as obras de reabilitação a crescerem 4,6 por cento.

Do total de edifícios licenciados até março, 69,6 por cento eram construções novas e, destas, 75,9 por cento destinaram-se a habitação familiar. Os edifícios demolidos (454 edifícios) corresponderam a 7,6 por cento do total de edifícios licenciados.

Por regiões, apenas os Açores apresentaram uma variação negativa no número de edifícios licenciados (-3,6 por cento), tendo as restantes regiões do país apresentado variações positivas face ao período homólogo, com destaque para a Madeira (+31,7 por cento) e o Algarve (+31,2 por cento).

Segundo o INE, os municípios que neste trimestre mais contribuíram para a variação absoluta do número total de fogos licenciados foram Braga (17,9 por cento da variação total), Lisboa (14,2 por cento), Vila Nova de Famalicão (8,7 por cento), Albufeira (7,7 por cento) e Guimarães (6,4 por cento).

No que se refere às 3,7 mil obras concluídas no primeiro trimestre, a maioria correspondeu a construções novas (73,4 por cento), das quais 73,3 por cento tiveram como destino a habitação familiar.

As regiões Norte e Alentejo apresentaram variações homólogas negativas -2,1 por cento e -0,6 por cento, respetivamente, nos edifícios concluídos, enquanto as restantes regiões apresentaram variações homólogas positivas, com destaque para a Área Metropolitana de Lisboa (+48,5 por cento), a Região Autónoma dos Açores (+44,7 por cento) e a Região Autónoma da Madeira (+16,4 por cento).

Do total de edifícios concluídos no primeiro trimestre de 2019, 66,6 por cento localizaram-se nas regiões Norte e Centro, onde se situaram também 60,6 por cento do total de fogos concluídos em construções novas para habitação em todo o país.

Até março, o INE reporta um acréscimo de 14,1 por cento na área total construída em Portugal, sendo que, com exceção do Alentejo (-4,9 por cento), todas as outras regiões registaram um aumento na área total construída face ao mesmo período do ano anterior.

A Região Autónoma da Madeira, a Área Metropolitana de Lisboa e a Região Autónoma dos Açores destacaram-se como as regiões com maior acréscimo relativo: +76,0 por cento, +35,3 por cento e +28,6 por cento, respetivamente.

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