Economia

Economia do Brasil deve crescer 0,9% este ano

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil prevê um crescimento de 0,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo um relatório publicado hoje.

A projeção refere que o fraco desempenho da atividade económica tem sido causado pelo sentimento crescente de que o processo de aprovação das reformas será demorado e complexo, e também pelos limitados avanços na agenda de redução dos custos de produção no país.

As reformas dos sistemas de pagamento de pensões e de impostos estão em debate no Congresso do Brasil.

A maior organização dos industriais brasileiros considera que o PIB do setor deverá crescer apenas 0,4 por cento em 2019.

O documento indica que o consumo das famílias, com um crescimento estimado de 1,5 por cento, será, novamente, o principal motor do crescimento do PIB brasileiro este ano.

“As vendas no retalho têm crescido, mas este movimento não está a ser transmitindo para a indústria, que segue quase estagnada, principalmente, por conta da falta de competitividade”, apontou o gerente executivo de Política Económica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O relatório adianta que a projeção sobre o investimento passou por uma ligeira revisão, crescendo de 2,1 por cento no segundo trimestre para 2,5 por cento no terceiro.

O documento revê também a taxa média de desemprego, que deve ficar em 11,9 por cento em 2019, um recuo de 0,4 pontos percentuais em relação ao verificado em 2018 (12,3 por cento).

O relatório espelha as projeções do próprio Governo brasileiro que, no final do primeiro semestre, reduziu as expectativas de crescimento da economia do país de 2 por cento para 0,9 por cento.

A economia brasileira recupera, lentamente, após uma grave crise nos anos de 2015 e 2016, quando o PIB recuou sete pontos percentuais.

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