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“É descabido defender a castração química dos pedófilos?”, questiona André Ventura

André Ventura está de saída não só da Câmara Municipal de Loures, como do partido que o elegeu. O ainda autarca vai formar um novo partido e concorrer contra o PSD de Rui Rio, nas próximas eleições Europeias e Legislativas. “Sim vai nascer um novo partido de centro-direita. Precisamos de uma revolução política em Portugal, chega deste marasmo em que vivemos há décadas”, diz, ao PT Jornal.

“Confirmo a saída da Câmara Municipal de Loures. Sempre foi assim na minha vida política: independência. Não concordo, saio e procuro lutar pelos valores que tenho, sem medo das consequências ou do que possa perder. É a única forma que existe de ver a democracia”, revela André Ventura, ao PT Jornal.

O autarca vai deixar a Câmara de Loures e abandonar o partido pelo qual foi eleito.

“Se o PSD não consegue sair do politicamente correto, então saio eu”, justifica.

André Ventura vai formar um novo partido, chamado ‘Chega’, e apresentar-se-á ao eleitorado já nas próximas Europeias (em maio de 2019) e Legislativas (em setembro do mesmo ano).

“Sim vai nascer um novo partido de centro-direita. Precisamos de uma revolução política em Portugal, chega deste marasmo em que vivemos há décadas”, diz.

As propostas que defende e que pretende implementar prometem agitar a discussão política.

“É assim tão escandaloso dizer que quero reduzir a Assembleia da República a 100 deputados? Fazem assim tanta falta ao país os outros 130? É escandaloso dizer que deve haver prisão perpétua para homicídios como os cometidos por Pedro Dias? E será descabido defender a castração química dos pedófilos?”, questiona.

André Ventura – que recentemente elogiou a visão de Jair Bolsonaro – não está preocupado com uma colagem do seu projeto político a ideais de extrema-direita.

“Pouco me importa que digam que é de extrema-direita ou de extrema-esquerda. Importa me que seja um partido verdadeiramente popular: das pessoas e para as pessoas”, refere.

“Prefiro que me ataquem por dizer o que penso do que ficar calado e sofrer pelo país que tenho”, acrescenta, ao PT Jornal.

O novo partido vai “concorrer às Europeias e às Legislativas, garantindo e contribuindo para uma maioria de direita em Portugal”.

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