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“É complicado andar ao ritmo que se anda no Europeu” confessa Pedro Antunes

Pedro Antunes é um dos melhores pilotos da ‘escola’ dos ralis, que é a categoria das duas rodas motrizes.

A carreira do piloto de Torres Vedras foi meteórica, se atendermos a que se estreou na competição em 2016 e logo em 2017 conseguiu ser campeão das duas rodas motrizes. Em declarações à Vmotores e Golo FM, numa entrevista conduzida pelo nosso colega Joaquim Amândio Santos, ficamos a conhecer como tem sido a carreira do jovem ‘lobo da estrada’.

O piloto de Torres Vedras foi campeão nacional de duas rodas motrizes em 2017

“Tentamos uma evolução que tem sido uma constante desde que comecei. Fui tentando sempre dar um passo maior de ano para ano. Em 2018 ingressamos na Peugeot Rally Cup Ibérica, que é sem dúvida uma excelente competição para os jovens pilotos começarem a desenvolver as suas aptidões”, refere Pedro Antunes.

Sobre essa fase o piloto torreense lembra: “Em 2018 consegui duas vitórias na Peugeot Rally Cup Ibérica, depois de algumas situações, problemas, saídas de estrada. Daí o resultado final não ter sido o melhor. Mas foram dois êxitos contra excelentes pilotos”.

Contudo Pedro Antunes não se contentava com as suas primeiras incursões ‘fora de portas’ e o passo seguinte foi o Campeonato da Europa. “Em 2019 pareceu-nos que o passo a dar seria o Campeonato Europeu. Foi uma excelente oportunidade. Sem dúvida o melhor campeonato em que eu já participei. É sempre diferente correr noutros países, contra os melhores pilotos jovens que há na Europa. Em sítios que não estamos habituados”, enfatiza.

Pedro Antunes sentiu uma grande evolução com a experiência internacional adquirida

O piloto de Torres Vedras adorou a experiência embora lamente não ter conseguido melhores resultados: “As provas não correram da maneira que mais gostávamos, mas foi uma evolução constante. Nos Açores estivemos algum tempo na liderança. Não conseguimos manter, obtivemos um quarto lugar. Nas Canárias fizemos um terceiro lugar. E a partir daí foi sempre com alguns problemas, quer da parte do carro, quer também de algumas situações como saídas de estrada, pequenos toques”.

“É muito complicado andar ao ritmo com que se anda no Campeonato da Europa, e temos de dar sempre tudo por tudo. É uma das coisas que notei logo a diferença a partir dos primeiros ralis. No Campeonato Nacional fazíamos três quatro troços iniciais a um ritmo forte e a partir daí era um bocado a gerir e ter cabeça. No campeonato europeu isso não é possível. São muitos pilotos a lutarem pelos primeiros lugares. Temos de andar sempre no máximo, em provas de 200 km”, explica Pedro Antunes.

Ainda assim o piloto torreense não se arrepende da opção tomada: “Foi o campeonato de que mais gostei apesar de não ter ganho e ter feito excelentes resultados. E foi uma evolução muito boa”.

O excelente andamento sempre evidenciado por Pedro Antunes leva a questionar para quando uma passagem para o escalão acima dos duas rodas motrizes. Algo que admite.

Para o piloto torrense foi mais acessível fazer o Europeu do que dar o salto para os R5 no campeonato nacional

“O objetivo é chegar da melhor forma preparado ao campeonato nacional ‘montado’ numa viatura R5. No entanto achamos, eu e a PT Racing, que o melhor era chegar ao limite no carro de duas rodas motrizes, sabendo o que é andar depressa nele, para depois sim, dar o salto para um quatro rodas motrizes”, refere.

Há também a questão financeira: “O campeonato nacional num quatro rodas motrizes tem um orçamento que praticamente duplica o do campeonato europeu num duas rodas motrizes. E essa é a principal razão para nunca ter alinhado com um quatro rodas motrizes. Claro que era a minha vontade, que me tenho preparado para isso, mas não estou a conseguir arranjar patrocinadores para isso. Pelo que é atualmente mais um sonho do que outra coisa”.

“Este ano não tínhamos perspetivas de participar em qualquer campeonato. E com esta pandemia tudo se torna ainda mais complicado. Mas a oportunidade que é dada pela Peugeot Rally Cup Ibérica este ano, com excelentes prémios por prova a que nos habituou, deixa-nos com vontade de participar nesse campeonato. E seria a nossa única hipótese de competir no campeonato nacional com um R5 em quatro cinco prova, o que seja”, adianta ainda Pedro Antunes.

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